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Vídeo do Nascimento de Jude 2014

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Vídeo lindo de um parto inspirador… muita tranquilidade e conexão em cada imagem deste parto hospitalar que ocorreu em fevereiro de 2014 em Worcestershire, Inglaterra.
Parabéns para a família unida! Parabéns para a mãe que se entregou ao seu parto e deixou fluir o parto e o nascimento do seu bebê Jude <3

Assista:
My Wonderful HypnoBirth experience – The Mongan Method



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Por que se livrar dos medos antes do parto?

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Você tem medo do parto? Medo da famosa dor do parto? Medo de não conseguir? Medo de ser arriscado para você ou para o bebê? Medo de algo dar errado? Medo de se frustrar?

Esses (e muitos outros) são medos bastante comuns na nossa sociedade… infelizmente, ouvimos muitas histórias tristes e assustadoras sobre o parto (e a gestação, e a maternidade, e etc) ao longo da nossa história… e adivinha? Essas histórias geram medo! Muito medo, diversos medos… e qual é o problema disso?

Todo medo é um pensamento limitante! Limita a sua confiança, a sua segurança, suas atitudes, suas escolhas e por fim, a sua experiência positiva… e no parto, isso faz muita muita diferença e agora está provado (através de um estudo científico) que o medo do parto ou da experiência, do evento, de amamentar, de maternar e etc., prolonga o trabalho de parto da mulher =(

Confira no estudo do link abaixo:

Medo influencia a duração do trabalho de parto

Não vale a pena levar os medos para o parto! O ideal é se livrar deles todos antes do parto! E o HypnoBirthing é um método muito eficiente para conseguir isso 😉



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Vídeo de Parto Angu 2015

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Vídeo curtinho de um parto curtinho e… lindo!!
Família unida e parto tranquilo… gentileza e amor nesse parto domiciliar inspirador que ocorreu na Austrália em 2015 😉

 

Angu’s Home HypnoBirthing

 

 



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Base científica para utilização das técnicas

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E para quem gosta de verificar os benefícios relatados com estudos científicos, segue o link de uma boa listinha deles… tem mais, em breve atualizo 😉

 

Estudos Científicos HypnoBirthing



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Vídeo de Parto – Christina Pia 2013

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Registro de um parto hospitalar, rápido e tranquilo com HypnoBirthing =-)

Descrições importantes, em breve traduzidas! Clique no link abaixo para assistir:

Christina Pia – registro do parto



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Vídeo de Parto HypnoBirthing Domiciliar- Aline 2008

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Registro de um mais um parto tranquilo e consciente com HypnoBirthing 😉

Este foi em casa e aconteceu com a presença da família, em 2008… clique no link abaixo para assistir:

Parto HypnoBirthing Aline 2008

 

 



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Relato de Parto – ML

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 Relato de parto lindo, escrito e recebido por mim (Lúcia), 3 semanas após o nascimento da caçula, Elisa Sophia =)

O parto foi muito especial e ainda mais rápido do que a gente imaginava, mas vou contar do começo!

Acordei no dia 23 já sentindo algumas ondas; não muito intensas e nem regulares, mas mesmo assim eu sentia que elas eram diferentes dos outros dias. Sabendo que muito provavelmente este seria o dia que nossa pequena havia escolhido para vir ao mundo, eu passei o dia fazendo as últimas tarefas de casa, cozinhando e dormindo. Às quatro da tarde eu tinha uma consulta marcada e fui à minha ginecologista. Eu contei o que estava sentindo e resolvemos fazer um exame de toque. Descobrimos que eu já estava com 4 centímetros de abertura! No caminho pra casa eu liguei para minha sogra pra vir buscar a Leah (filha mais velha) e para a Casa de Parto para avisar que provavelmente​ iríamos nos ver nos próximos horas. 

De volta em casa arrumamos a mala da nossa filhinha, comemos, tomamos banho. Tudo com muita paz e segurança no coração. As ondas ficaram mais intensas e as 17 horas saímos para a Casa de Parto. É óbvio que a Elisa escolheu o horário de pico pra vir! rs. Demoramos uma hora até a Casa de Parto (Sapopemba), mas isso foi ótimo pra mim. Eu escutava os relaxamentos com os fones de ouvido e consegui entrar na minha zona de relaxamento completamente. As ondas passavam, eu respirava e imaginava o colo do meu útero abrindo.

 

 

Ao chegar na Casa de Parto, fomos para a triagem. Eu tirei os fones de ouvido mas mesmo assim consegui manter o mesmo espírito calmo e seguro. A triagem foi um momento crítico pra mim. A enfermeira fez o exame de toque, mediu as ondas e nos informou: que eu ainda estava com quatro centímetros de abertura e que as ondas que eu estava sentindo ainda não eram “fortes o suficiente”. Ela achava que “nada iria acontecer nas próximas duas, três horas”. Até por isso, eu não foi internada, meramente me colocaram na sala de observação. Como minha pressão estava um pouco alta a enfermeira me pediu para ficar deitada pra tentar abaixar a pressão e ver “se iria pra frente ou não”.

 

 

Eu estava tão segura em relação ao que eu estava sentindo, tão confiante, que nada disso sequer entrou na minha cabeça. Eu sabia que a minha bebê estava vindo!

 

 

Ao chegar no quarto o Bruno (marido) instalou o abajur que tínhamos trazido e o laptop com as relaxamentos. Eu deitei na cama e fiz o que a enfermeira pediu: tentei relaxar para abaixar a pressão. Isso era mais ou menos as 19h30. Como era o horário de troca de turno na Casa de Parto, as novas enfermeiras entraram para falar com a gente. O Bruno pediu para conversarem do lado de fora do quarto e combinou com elas que iríamos chamar caso fosse preciso.

As ondas ficaram cada vez mais intensas e frequentes. O Bruno estava fazendo a massagem de toque leve e eu fiquei de olhos fechados, respirando e me focando no relaxamento… até que chegou um momento em que eu não aguentava mais ficar deitada. Me levantei e apoiei os antebraços na cama, pedindo para o Bruno de massagear o meu Cóccix/costas. Depois de mais duas ondas eu, seguindo meu instinto, me abaixei na posição de quatro apoios. Eu fiquei muito confusa quando me deu uma vontade de empurrar (a final de contas, eu estava apenas na observação?!). Realmente não tem como não empurrar e assim respirei e na onda seguinte, a bolsa rompeu. Na outra onda já senti a cabeça da bebê saindo e gritei que ela estava nascendo. As enfermeiras ouviram meu grito e entraram no quarto correndo. Elas realmente estavam tão surpresas quanto eu, quando viram que a cabeça da bebê já tinha saído; mas ficaram muito calmas e só apoiaram a cabeça da bebê para aguardar a próxima onda. E assim, a nossa pequena Elisa Sophia nasceu as 20:19. Foram 45 minutos depois de entrar no quarto e sem nenhuma dificuldade. 52 cm e 3620 g de perfeição.

 

E tudo isso só foi tão perfeito por você e o trabalho maravilhoso que você faz. O Bruno foi o melhor “gorila”, sempre mantendo a calma e protegendo nosso espaço; a equipe da Casa de Parto respeitou totalmente nosso pedido de privacidade e confiou na gente sem questionamentos.

 

 

Mas sem o conhecimento e a segurança e confiança que você passou pra nós nas poucas horas que tivemos juntos nada disso seria possível.
Viva o HypnoBirthing! 🙂

Mira, Bruno, Leah e Elisa


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Relato de Parto – MG

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Quase 6 meses após o nascimento do filho lindo Benjamin, Marina escreveu para me “agradecer imensamente por todo o trabalho com o HypnoBirthing”. Ela disse no email: “Ele ajudou muito minha cesárea de emergência continuar sendo a experiência maravilhosa que é o nascimento. Então vim aqui te escrever o relato do meu parto”. Então eu tinha que compartilhar, né?! Porque parto HypnoBirthing é o melhor parto possível! Para aquela mãe, para aquele bebê, para aquela família, naquele momento… não necessariamente parto natural, mas sim, parto respeitoso, tranquilo e consciente! Com as versáteis técnicas sendo aplicadas por pessoas flexíveis, nas mais variadas situações <3
Segue o relato da Marina então:
O Benjamin nasceu de exatas 41 semanas, dia 7 de novembro. Minha família estava tensa, achando que ele estava atrasado, mas eu mantive a calma. Até que chegou uma noite que eu, ansiosa com a preocupação deles, não dormi. Desci pra sala e fiquei no sofá. Logo com o amanhecer, comecei a sentir algumas ondas, que eu achava que eram de treinamento, ficarem mais fortes e ritmadas, mas bem rápido. Elas logo já estavam em 5 em 5 minutos. Levantei para fazer xixi e saiu o tampão. Então resolvi caminhar um pouco no quintal e a bolsa estorou.
Eu achava que era a bolsa, mas fiquei na dúvida, pois apesar da quantidade de líquidos, ele era muito muito escuro, um amarelo esverdeado. Mandei uma mensagem para a minha obstetra e fui tomar um banho. O líquido não parava de sair, então fiquei um bom tempo no banho. As ondas ficaram super intensas, saí do banho e sentei na bola de pilates. O Gian foi fazendo massagem e me ajudando nas respirações. Mandamos uma foto da cor do líquido para a minha obstetra e falei que as ondas eram bem ritmadas, já de 3 em 3 minutos e ela falou que era para eu correr para o hospital.
O carro foi uma aventura em si. A cada buraco no asfalta eu gritava e pedia para o Gian parar. Parecia uma comédia romântica. Cheguei na emergência e as enfermerias foram gritando “Mulher em Trabalho de Parto!”, não demorou nada, nada. Eu pensava nas respirações e ficava calma, apesar da dor, que ficou muito forte com o carro.
Eu achei todo mundo calmo, depois que o Gian me falou que as enfermeiras olharam e conversaram tensas, ao ver que o líquido tinha bastante mecônio. Quando me obstetra chegou, ela bem calma me explicou que o líquido estava muito escuro, mas que eu já tinha 4 centímetros de dilatação e dava para esperar meia hora ver se ela aumentava, que muitas vezes isso acontecia. Nesse meio tempo, os batimentos do bebê começaram a diminuir a cada contração. Ela voltou e conversou comigo, contou do parto dela e o quanto ela queria um parto normal, mas foi surpreendida por uma cesárea no seu primeiro filho, que entendia se eu estivesse triste com isso. E pediu para eu decidir se queria esperar mais. Eu e o Gian conversamos e achamos que não valia arriscar.
Fomos logo para a sala de cirurgia, que tinha música e apesar de todos estarem um pouco tensos, mantiveram o bom humor e a calma. Fui fazendo as vizualizações e o relaxamento. As assistentes eram da família da minha obstetra e muito carinhosas. Benjamin chegou ao mundo 10 minutos depois chorando bastante e imundo de cocô! Ele veio, mesmo sujo, direto para o meu colo, nos abraçamos, ele se acalmou e foi levado para ser examinado, pois a coisa estava, literalmente, preta, hahahaha. E depois ele voltou pra mim e já começou a mamar!
Foi muito, muito lindo e eu tenho muito a agradecer ao HypnoBirthing, pois mesmo em uma situação de emergência, eu mantive a calma, a alegria com a chegada do meu pequeno e não relembro da experiência de maneira nenhuma como traumática, apenas como maravilhosa.
É engraçado, muita gente, quando eu conto que tive que fazer uma cesárea, quase que desvaloriza o meu parto e por um momento, confesso, elas quase conseguiram me convencer e me deixar abater com o preconceito delas. E neste ponto o HypnoBirthing também me ajudou, pois eu sabia o que era ou não natural acontecer.
Quis te escrever também pois sei que esse é um relato bem diferente dos de parto natural e mostra a importância de nos despirmos do medo, mas ao mesmo tempo estarmos abertos e preparados para o que vier. Um beijo grande e mais uma vez obrigada, fazer o HypnoBirthing foi muito maravilhoso pra mim.
Marina, mãezona do amado Benjamin.
Fez o curso de Preparação para o Parto HB em Setembro de 2016.


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Relato de Parto – LT

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Alguns meses  depois do parto que tive o prazer de acompanhar, recebi este lindo relato pelo WhatsApp, de surpresa, em um dia qualquer… ainda lembrando de cada segundo, de cada sensação do dia, me emocionei com cada palavra e a confirmação de que ela também sentiu que foi ótimo, bonito e… gostoso! Muito obrigada por compartilhar Querida Luiza!!!! <3

 

“Hoje estava sozinha amamentando a Esther, que fechava o olhinho ao mamar enquanto eu escutava uma seleção de mantras tocando ao fundo bem baixo… Mantras da cantora Snatam Kaur, que ouvia nas aulas de yoga… A yoga que pratiquei durante a gestação a fim de me preparar emocional e espiritualmente para o parto…

Emocionada nas lembranças, me transportei pelo tempo… Voltei na madrugada do dia 11 de dezembro, quando, sozinha, por volta da 1h, senti as primeiras contrações após horas do rompimento da bolsa… Ali eu já sabia que encontraria o grande amor da minha vida em algumas horas… As contrações vinham e iam embora, assim como as ondas do mar… E assim eu encarava essas contrações, exatamente como as aulas de yoga e a minha querida doula haviam me ensinado: elas são ondas, pois vêm intensas mas quando se vão nos deixam com uma maravilhosa sensação de relaxamento…

A cada onda que chegava eu começava a imaginar a chegada da Esther, e tinha certeza que seria com tranquilidade. Por volta das 4h acordei meu marido, e dizia que a intensidade das ondas aumentava, e sentia que um tsunami estava por acontecer… Liguei para a obstetriz e a doula (abençoadas) que me ajudariam no caminho do nascimento da minha filha e do meu nascimento como mãe. A partir daí seguia suas orientações, tomei uma ducha bem quente, e sempre escutando os mantras da cantora que tanto me acalmavam…

Me conectava intensamente com a Esther a cada onda que vinha… Fechava os olhos e me imaginava no fundo do mar… Me imaginava no meio das ondas… E quando a obstetriz apontou que era hora de seguirmos para a maternidade com 6cm de dilatação, ali eu já começava a perceber a minha transformação… Eu já sentia que não estaria mais sozinha nessa jornada, e sim que se tratava de um lindo e forte trabalho em equipe: eu e a Esther, juntas pelo caminho da vida…

Cada vez mais sentia a intensidade daquele tsunami que vivia, e os mantras que eu ouvia me lembravam o quão serena eu deveria me manter… Pois o meu corpo me entregava para o meu lado mais selvagem, mais mamífero, mais animalesco… Eu me sentia uma leoa… Tinha vontade de urrar muitas vezes… E assim o fazia… Era libertador. Era transformador. Era renovador. Na banheira do hospital eu relaxava, as contrações eram cada vez mais fortes, porém este era todo o propósito do parto natural: sentir cada poro do meu corpo se dilatar, cada veia saltar, cada sangue se renovar à luz de uma nova vida que brotava. Sem remédios, sem analgesia, sem intervenções: só eu, a antiga Luiza, o novo ser, e a nova mãe. Juntas, sentindo cada vibração, cada contração, cada movimento daquele pequeno e poderoso corpo dentro do meu.

Após cerca de uma hora, eu sentia todo o movimento de descida da minha pequena, e meu corpo se transformando e se abrindo numa sensação jamais sentida… Essa máquina que nutrimos é mais poderosa do que imaginamos: conceber revela a perfeição que existe em cada articulação de nosso corpo… Eu senti a hora da chegada dela… Veio a vontade de fazer a força, e veio a sua cabecinha. Ainda respirando pelo cordão umbilical, manteve-se no ambiente mais sereno em que poderia estar: na água, assim como estava dentro há poucos segundos e por 9 meses… E no momento em que eu senti vontade, fiz uma segunda e prazerosa força, e ela veio por inteiro, pelos braços do pai e direto para o peito da mãe. Ali, da forma mais serena possível… Nascíamos juntas, a filha e a mãe… Enquanto ela sentia o calor do meu corpo, nutrindo-se do alimento mais poderoso do mundo: meu leite. Meu corpo. Minha vida para a minha pequena vida.

A decisão mais linda de minha vida foi me permitir viver este nascimento da forma mais natural possível, para levar esta sensação para o resto da minha vida”.

Relato de Parto escrito por Luiza,
7 meses depois desta experiência linda,

resultado de uma preparação para o parto consciente,

amorosa e gentil, também com algumas aulas particulares de HB 😉



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Relato de Parto – MS

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“Depois de quase 1 ano do parto e depois de algumas tentativas iniciadas, porém não finalizadas de relato de parto, fui inspirada e motivada a finalizar devido a um episódio que vivi com minha bebê essa semana. Fiquei quase um ano de licença e voltei há pouco tempo a ativa. Resolvi colocar a Alice num berçário próximo ao meu trabalho e no caminho de casa, no meio de um persistente choro da Alice, coloquei o CD que recebemos no curso de HypnoBirthing com as afirmações; eis que a Alice parou de chorar. E olha que nem ouvi esse CD na gestação, pois como estava em inglês acabei fazendo minha gravação e não usei, mas de alguma forma ela relaxou.

 

Me fez relembrar do poder desse método. Meu relato é sucinto (assim espero) e na gestação após iniciar as práticas de respiração vi o quanto estavam sendo úteis e funcionais nas ondas de treinamento: aliviava a pressão e o desconforto. Nas últimas semanas com a ansiedade a flor da pele, eu pedia muito pra sentir as ondas, pedia ainda para serem cada vez mais intensas e eu sabia que a dor era um indício de início do processo de nascimento. A contradição querer sentir e não sentir a dor ao mesmo tempo, eu achava que quando ela viesse eu teria a chance de controlar. E assim foi.

 

Conforme o combinado com o papai e a mamãe (ele queria que a Alice nascesse numa segunda e eu queria entrar em TP na hora em que ele estivesse em casa), no sábado no almoço perdi um pouco do tampão, a noite por volta das 11 horas sentia as ondas vindo com mais intensidade, coloquei a filha mais velha na cama, Mariana, e fui me deitar; não consegui ficar muito na cama, levantei e fui pra sala por volta das 1:30h. Apesar de espaçadas, as ondas estavam cada vez mais intensas, vinham de 20 em 20 min. Eu cochilava entre elas. Por volta das 5:00 h meu marido levantou pra ir trabalhar, ele meio sem noção que poderia engrenar, enchemos a piscina de plástico que ainda estava vazia. Logo percebi que o intervalo entre as ondas tinham diminuído, nessa hora já estava me utilizando das bolsas de água quente e comecei a contar as ondas: o intervalo entre uma e outra estava regular de 5 em 5 min. Pedi pra ele ligar pra Enfermeira Obstetra que me acompanhou e para a Doula, era 6:00h. Ela chegou por volta das 7:00h me examinou e não conseguiu constatar a dilatação pois eu estava sentindo muito incômodo no exame, mas disse que a bebê estava bem baixa; pedi pra ir pra água e ela disse que podia; entrei na banheira enchendo, que estava debaixo do chuveiro e lá eu fiquei até o nascimento da Alice.

 

Como eu havia treinado a respiração de uma forma que eu projetava minha coluna um pouco pra trás durante a onda e na hora do “vamos ver” eu não consegui devido ao forte incômodo, precisei me adaptar àquela circunstância e usei a respiração que aprendi do método entoando um som, uma espécie de mantra ao expirar. E assim, permaneci na banheira umas duas horas pelos cálculos. Ouvindo as afirmações e relaxamento, aliado a água quente, quase pelando, diga-se, posso dizer que consegui um controle total da dor. Importante enfatizar que a dor estava lá, porém com técnica, concentração, preparação de um ambiente tranquilo e métodos naturais de alívio da dor eu consegui controlar. Tive que manter um ponto de equilíbrio, posição certa, água sempre quente, respiração, entoando um “mantra” e ouvindo as afirmações e exercício de relaxamento que foram cruciais.

 

Após 2 horas na banheira, a parteira ao perceber que a Alice podia estar no caminho do nascimento perguntou e pediu para que eu checasse. Na segunda vez que ela pediu minha resposta foi afirmativa e a primeira coisa que pensei ao sentir a cabeça dela foi: “Já?”. Eu estava com receio desse momento, pois estava anestesiada no primeiro parto e ao simular esse momento com o uso do Epi-No senti forte ardência algumas vezes, imaginando que na hora do nascimento iria arder muito mais. Porém, pra minha surpresa senti um certo ardor em uma das ondas e me preparei pra sentir mais forte nas próximas, mas daí em diante a dor foi zero. As ondas muito intensas, gritos involuntários e a saída tranquila e rápida dela, duraram cerca de 5 minutos no caminho do nascimento.

 

A ficha demorou muito a cair do que havia acontecido, diferente do que aconteceu no primeiro parto quando senti um êxtase muito grande logo após o nascimento da Mariana. No nascimento da Alice a palavra que uso pra descrever é “equilíbrio”, é essa a palavra que melhor define.

 

Em quase um ano após o parto da Alice me surpreendo vez ou outra quando muitas pessoas comentam comigo da repercussão, de terem visto as fotos, de acompanharem o crescimento da Alice; após terem se surpreendido com o meu parto, algumas pessoas se encantaram ao ouvir meu relato de parto domiciliar e tenho certeza que algumas sementinhas vão sendo plantadas. Espero que muitas famílias possam ser agraciadas com o método.

 

Obrigada Lúcia por ser nossa referência no Brasil do HypnoBirthing, por sua forma generosa e graciosa de conduzir esse lindo trabalho. Minha família agradece”.

 

 

 

Relato de parto escrito por MS,

enfermeira obstétrica e mãe da pequena Alice de quase 1 ano,

que realizou o Curso de Preparação para o

Parto HypnoBirthing em Maio de 2015.



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