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Relato de Parto – MG

Categoria: Relatos de Parto HB |
Quase 6 meses após o nascimento do filho lindo Benjamin, Marina escreveu para me “agradecer imensamente por todo o trabalho com o HypnoBirthing”. Ela disse no email: “Ele ajudou muito minha cesárea de emergência continuar sendo a experiência maravilhosa que é o nascimento. Então vim aqui te escrever o relato do meu parto”. Então eu tinha que compartilhar, né?! Porque parto HypnoBirthing é o melhor parto possível! Para aquela mãe, para aquele bebê, para aquela família, naquele momento… não necessariamente parto natural, mas sim, parto respeitoso, tranquilo e consciente! Com as versáteis técnicas sendo aplicadas por pessoas flexíveis, nas mais variadas situações <3
Segue o relato da Marina então:
O Benjamin nasceu de exatas 41 semanas, dia 7 de novembro. Minha família estava tensa, achando que ele estava atrasado, mas eu mantive a calma. Até que chegou uma noite que eu, ansiosa com a preocupação deles, não dormi. Desci pra sala e fiquei no sofá. Logo com o amanhecer, comecei a sentir algumas ondas, que eu achava que eram de treinamento, ficarem mais fortes e ritmadas, mas bem rápido. Elas logo já estavam em 5 em 5 minutos. Levantei para fazer xixi e saiu o tampão. Então resolvi caminhar um pouco no quintal e a bolsa estorou.
Eu achava que era a bolsa, mas fiquei na dúvida, pois apesar da quantidade de líquidos, ele era muito muito escuro, um amarelo esverdeado. Mandei uma mensagem para a minha obstetra e fui tomar um banho. O líquido não parava de sair, então fiquei um bom tempo no banho. As ondas ficaram super intensas, saí do banho e sentei na bola de pilates. O Gian foi fazendo massagem e me ajudando nas respirações. Mandamos uma foto da cor do líquido para a minha obstetra e falei que as ondas eram bem ritmadas, já de 3 em 3 minutos e ela falou que era para eu correr para o hospital.
O carro foi uma aventura em si. A cada buraco no asfalta eu gritava e pedia para o Gian parar. Parecia uma comédia romântica. Cheguei na emergência e as enfermerias foram gritando “Mulher em Trabalho de Parto!”, não demorou nada, nada. Eu pensava nas respirações e ficava calma, apesar da dor, que ficou muito forte com o carro.
Eu achei todo mundo calmo, depois que o Gian me falou que as enfermeiras olharam e conversaram tensas, ao ver que o líquido tinha bastante mecônio. Quando me obstetra chegou, ela bem calma me explicou que o líquido estava muito escuro, mas que eu já tinha 4 centímetros de dilatação e dava para esperar meia hora ver se ela aumentava, que muitas vezes isso acontecia. Nesse meio tempo, os batimentos do bebê começaram a diminuir a cada contração. Ela voltou e conversou comigo, contou do parto dela e o quanto ela queria um parto normal, mas foi surpreendida por uma cesárea no seu primeiro filho, que entendia se eu estivesse triste com isso. E pediu para eu decidir se queria esperar mais. Eu e o Gian conversamos e achamos que não valia arriscar.
Fomos logo para a sala de cirurgia, que tinha música e apesar de todos estarem um pouco tensos, mantiveram o bom humor e a calma. Fui fazendo as vizualizações e o relaxamento. As assistentes eram da família da minha obstetra e muito carinhosas. Benjamin chegou ao mundo 10 minutos depois chorando bastante e imundo de cocô! Ele veio, mesmo sujo, direto para o meu colo, nos abraçamos, ele se acalmou e foi levado para ser examinado, pois a coisa estava, literalmente, preta, hahahaha. E depois ele voltou pra mim e já começou a mamar!
Foi muito, muito lindo e eu tenho muito a agradecer ao HypnoBirthing, pois mesmo em uma situação de emergência, eu mantive a calma, a alegria com a chegada do meu pequeno e não relembro da experiência de maneira nenhuma como traumática, apenas como maravilhosa.
É engraçado, muita gente, quando eu conto que tive que fazer uma cesárea, quase que desvaloriza o meu parto e por um momento, confesso, elas quase conseguiram me convencer e me deixar abater com o preconceito delas. E neste ponto o HypnoBirthing também me ajudou, pois eu sabia o que era ou não natural acontecer.
Quis te escrever também pois sei que esse é um relato bem diferente dos de parto natural e mostra a importância de nos despirmos do medo, mas ao mesmo tempo estarmos abertos e preparados para o que vier. Um beijo grande e mais uma vez obrigada, fazer o HypnoBirthing foi muito maravilhoso pra mim.
Marina, mãezona do amado Benjamin.
Fez o curso de Preparação para o Parto HB em Setembro de 2016.


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Relato de Parto – LT

Categoria: Relatos de Parto HB |

Alguns meses  depois do parto que tive o prazer de acompanhar, recebi este lindo relato pelo WhatsApp, de surpresa, em um dia qualquer… ainda lembrando de cada segundo, de cada sensação do dia, me emocionei com cada palavra e a confirmação de que ela também sentiu que foi ótimo, bonito e… gostoso! Muito obrigada por compartilhar Querida Luiza!!!! <3

 

“Hoje estava sozinha amamentando a Esther, que fechava o olhinho ao mamar enquanto eu escutava uma seleção de mantras tocando ao fundo bem baixo… Mantras da cantora Snatam Kaur, que ouvia nas aulas de yoga… A yoga que pratiquei durante a gestação a fim de me preparar emocional e espiritualmente para o parto…

Emocionada nas lembranças, me transportei pelo tempo… Voltei na madrugada do dia 11 de dezembro, quando, sozinha, por volta da 1h, senti as primeiras contrações após horas do rompimento da bolsa… Ali eu já sabia que encontraria o grande amor da minha vida em algumas horas… As contrações vinham e iam embora, assim como as ondas do mar… E assim eu encarava essas contrações, exatamente como as aulas de yoga e a minha querida doula haviam me ensinado: elas são ondas, pois vêm intensas mas quando se vão nos deixam com uma maravilhosa sensação de relaxamento…

A cada onda que chegava eu começava a imaginar a chegada da Esther, e tinha certeza que seria com tranquilidade. Por volta das 4h acordei meu marido, e dizia que a intensidade das ondas aumentava, e sentia que um tsunami estava por acontecer… Liguei para a obstetriz e a doula (abençoadas) que me ajudariam no caminho do nascimento da minha filha e do meu nascimento como mãe. A partir daí seguia suas orientações, tomei uma ducha bem quente, e sempre escutando os mantras da cantora que tanto me acalmavam…

Me conectava intensamente com a Esther a cada onda que vinha… Fechava os olhos e me imaginava no fundo do mar… Me imaginava no meio das ondas… E quando a obstetriz apontou que era hora de seguirmos para a maternidade com 6cm de dilatação, ali eu já começava a perceber a minha transformação… Eu já sentia que não estaria mais sozinha nessa jornada, e sim que se tratava de um lindo e forte trabalho em equipe: eu e a Esther, juntas pelo caminho da vida…

Cada vez mais sentia a intensidade daquele tsunami que vivia, e os mantras que eu ouvia me lembravam o quão serena eu deveria me manter… Pois o meu corpo me entregava para o meu lado mais selvagem, mais mamífero, mais animalesco… Eu me sentia uma leoa… Tinha vontade de urrar muitas vezes… E assim o fazia… Era libertador. Era transformador. Era renovador. Na banheira do hospital eu relaxava, as contrações eram cada vez mais fortes, porém este era todo o propósito do parto natural: sentir cada poro do meu corpo se dilatar, cada veia saltar, cada sangue se renovar à luz de uma nova vida que brotava. Sem remédios, sem analgesia, sem intervenções: só eu, a antiga Luiza, o novo ser, e a nova mãe. Juntas, sentindo cada vibração, cada contração, cada movimento daquele pequeno e poderoso corpo dentro do meu.

Após cerca de uma hora, eu sentia todo o movimento de descida da minha pequena, e meu corpo se transformando e se abrindo numa sensação jamais sentida… Essa máquina que nutrimos é mais poderosa do que imaginamos: conceber revela a perfeição que existe em cada articulação de nosso corpo… Eu senti a hora da chegada dela… Veio a vontade de fazer a força, e veio a sua cabecinha. Ainda respirando pelo cordão umbilical, manteve-se no ambiente mais sereno em que poderia estar: na água, assim como estava dentro há poucos segundos e por 9 meses… E no momento em que eu senti vontade, fiz uma segunda e prazerosa força, e ela veio por inteiro, pelos braços do pai e direto para o peito da mãe. Ali, da forma mais serena possível… Nascíamos juntas, a filha e a mãe… Enquanto ela sentia o calor do meu corpo, nutrindo-se do alimento mais poderoso do mundo: meu leite. Meu corpo. Minha vida para a minha pequena vida.

A decisão mais linda de minha vida foi me permitir viver este nascimento da forma mais natural possível, para levar esta sensação para o resto da minha vida”.

Relato de Parto escrito por Luiza,
7 meses depois desta experiência linda,

resultado de uma preparação para o parto consciente,

amorosa e gentil, também com algumas aulas particulares de HB 😉



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Relato de Parto – MS

Categoria: Relatos de Parto HB |

“Depois de quase 1 ano do parto e depois de algumas tentativas iniciadas, porém não finalizadas de relato de parto, fui inspirada e motivada a finalizar devido a um episódio que vivi com minha bebê essa semana. Fiquei quase um ano de licença e voltei há pouco tempo a ativa. Resolvi colocar a Alice num berçário próximo ao meu trabalho e no caminho de casa, no meio de um persistente choro da Alice, coloquei o CD que recebemos no curso de HypnoBirthing com as afirmações; eis que a Alice parou de chorar. E olha que nem ouvi esse CD na gestação, pois como estava em inglês acabei fazendo minha gravação e não usei, mas de alguma forma ela relaxou.

 

Me fez relembrar do poder desse método. Meu relato é sucinto (assim espero) e na gestação após iniciar as práticas de respiração vi o quanto estavam sendo úteis e funcionais nas ondas de treinamento: aliviava a pressão e o desconforto. Nas últimas semanas com a ansiedade a flor da pele, eu pedia muito pra sentir as ondas, pedia ainda para serem cada vez mais intensas e eu sabia que a dor era um indício de início do processo de nascimento. A contradição querer sentir e não sentir a dor ao mesmo tempo, eu achava que quando ela viesse eu teria a chance de controlar. E assim foi.

 

Conforme o combinado com o papai e a mamãe (ele queria que a Alice nascesse numa segunda e eu queria entrar em TP na hora em que ele estivesse em casa), no sábado no almoço perdi um pouco do tampão, a noite por volta das 11 horas sentia as ondas vindo com mais intensidade, coloquei a filha mais velha na cama, Mariana, e fui me deitar; não consegui ficar muito na cama, levantei e fui pra sala por volta das 1:30h. Apesar de espaçadas, as ondas estavam cada vez mais intensas, vinham de 20 em 20 min. Eu cochilava entre elas. Por volta das 5:00 h meu marido levantou pra ir trabalhar, ele meio sem noção que poderia engrenar, enchemos a piscina de plástico que ainda estava vazia. Logo percebi que o intervalo entre as ondas tinham diminuído, nessa hora já estava me utilizando das bolsas de água quente e comecei a contar as ondas: o intervalo entre uma e outra estava regular de 5 em 5 min. Pedi pra ele ligar pra Enfermeira Obstetra que me acompanhou e para a Doula, era 6:00h. Ela chegou por volta das 7:00h me examinou e não conseguiu constatar a dilatação pois eu estava sentindo muito incômodo no exame, mas disse que a bebê estava bem baixa; pedi pra ir pra água e ela disse que podia; entrei na banheira enchendo, que estava debaixo do chuveiro e lá eu fiquei até o nascimento da Alice.

 

Como eu havia treinado a respiração de uma forma que eu projetava minha coluna um pouco pra trás durante a onda e na hora do “vamos ver” eu não consegui devido ao forte incômodo, precisei me adaptar àquela circunstância e usei a respiração que aprendi do método entoando um som, uma espécie de mantra ao expirar. E assim, permaneci na banheira umas duas horas pelos cálculos. Ouvindo as afirmações e relaxamento, aliado a água quente, quase pelando, diga-se, posso dizer que consegui um controle total da dor. Importante enfatizar que a dor estava lá, porém com técnica, concentração, preparação de um ambiente tranquilo e métodos naturais de alívio da dor eu consegui controlar. Tive que manter um ponto de equilíbrio, posição certa, água sempre quente, respiração, entoando um “mantra” e ouvindo as afirmações e exercício de relaxamento que foram cruciais.

 

Após 2 horas na banheira, a parteira ao perceber que a Alice podia estar no caminho do nascimento perguntou e pediu para que eu checasse. Na segunda vez que ela pediu minha resposta foi afirmativa e a primeira coisa que pensei ao sentir a cabeça dela foi: “Já?”. Eu estava com receio desse momento, pois estava anestesiada no primeiro parto e ao simular esse momento com o uso do Epi-No senti forte ardência algumas vezes, imaginando que na hora do nascimento iria arder muito mais. Porém, pra minha surpresa senti um certo ardor em uma das ondas e me preparei pra sentir mais forte nas próximas, mas daí em diante a dor foi zero. As ondas muito intensas, gritos involuntários e a saída tranquila e rápida dela, duraram cerca de 5 minutos no caminho do nascimento.

 

A ficha demorou muito a cair do que havia acontecido, diferente do que aconteceu no primeiro parto quando senti um êxtase muito grande logo após o nascimento da Mariana. No nascimento da Alice a palavra que uso pra descrever é “equilíbrio”, é essa a palavra que melhor define.

 

Em quase um ano após o parto da Alice me surpreendo vez ou outra quando muitas pessoas comentam comigo da repercussão, de terem visto as fotos, de acompanharem o crescimento da Alice; após terem se surpreendido com o meu parto, algumas pessoas se encantaram ao ouvir meu relato de parto domiciliar e tenho certeza que algumas sementinhas vão sendo plantadas. Espero que muitas famílias possam ser agraciadas com o método.

 

Obrigada Lúcia por ser nossa referência no Brasil do HypnoBirthing, por sua forma generosa e graciosa de conduzir esse lindo trabalho. Minha família agradece”.

 

 

 

Relato de parto escrito por MS,

enfermeira obstétrica e mãe da pequena Alice de quase 1 ano,

que realizou o Curso de Preparação para o

Parto HypnoBirthing em Maio de 2015.



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Como a hipnose ajuda a diminuir a sensação de dor no parto – relato

Categoria: Conhecendo mais o método HB |

Aqui no Brasil, estamos acostumados a ver Hipnose em programas de auditório na TV, em meio de muitas risadas, situações constrangedoras e um certo ar de mistério; entretanto, hipnose é uma técnica muito rica e mais útil do que divertir pessoas: é usada também para ajudar mulheres a superar ou diminuir a sensação de dor durante o trabalho de parto.

 

De forma muito simples e direta, a autora do canal “Vida de gestante e mãe” do Youtube, Mariana Bonnás, conta como se preparou para seu desejado parto natural com esta importante técnica que o  HypnoBirthing também propõe, superando o medo e a sensação de dor. Assista, entenda um pouco mais sobre hipnose, e venha aprender a técnica com o HypnoBirthing 😉

 

https://www.youtube.com/watch?v=Od9U_CKK-HM



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Vídeo de Parto HypnoBirthing Brasil – Julho de 2015

Categoria: Relatos de Parto HB |

Registros lindos do Parto suave e tranquilo da Michelle e seu companheiro Beto… Nascimento da bebê mais fofa do mundo, Alice!

Desta vez, sem nenhuma intervenção, no melhor lugar do mundo, aconchego do lar 😉

 

https://www.youtube.com/watch?v=Sn4GEg-P_W4



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Vídeo de Parto HypnoBirthing BR – Abril 2015

Categoria: Relatos de Parto HB |

Lindíssimo e rápido parto domiciliar da Querida Eugênia e seu companheiro Thiago… Nascimento tranquilo de uma bebê suuuper simpática e feliz, Alyssa 😉

https://www.youtube.com/watch?v=jqB6PfPSP-k



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Relato de Parto – FC

Categoria: Relatos de Parto HB |

“Pari um bebê. Pari uma nova vida”
Desde que entrei para a partolandia li relatos de parto aos montes, chorei com histórias de mulheres que nunca vou conhecer, fiquei triste pelo fracasso de estranhas e feliz pela força e determinação de tantas outras, ahh essa leitura com certeza agregou muita coisa para o nascimento do Bruno e, não só pelos conhecimentos médicos mas, principalmente, pelas emoções e sentimentos que carregavam cada uma delas, assim cada dia mais eu queria ter o ‘meu relato de parto’ para ajudar tantas outras Fês que estão por vir…e aqui 
vai ele: o relato de um parto ‘relativamente’ fácil, o MEU!
A humanização do nascimento se tornou uma realidade na minha vida em 2012 quando para acompanhar o nascimento do meu sobrinho-afilhado fiz o curso de formação de Doulas no GAMA, minha irmã iria parir seu segundo filho, e queria que eu fosse sua doula. Durante o curso e imersa no mundo dos bebês, perdi meu primeiro filho, numa gestação de 9 semanas, foi um baque, mas mesmo com as cólicas e emocional abalado, me formei e fiquei encantada pelo fantástico mundo dos bebês naturalmente nascidos!
Minha irmã pariu lindamente na água e comigo de ajudante ganhei a presença no que, até então, foi o melhor momento da minha vida, ironicamente um mês após a minha ‘pior perda’, ver aquele serzinho tão lindo nascer ali, na água, na minha frente com certeza foi uma das coisas mais felizes que já me acontecera. 
Depois daquela perda ainda tive mais duas sofridas batalinhas a enfrentar, que infelizmente não ‘vingaram’ e o ‘não era pra ser’ virou um mantra da minha vida. 
Em 2013 meu marido e eu, focados em realizar nosso sonho, mergulhamos de cabeça na busca para saber o que estava por trás dos 3 abortos. Depois de uma bateria de exames, tivemos um diagnóstico não fechado e até hoje duvidoso, de SAAF (síndrome anticorpos antifosfolipede). Também em 2013, tive o prazer de doular uma pessoa muito especial e, em um parto domiciliar, a forte e guerreira Camila Lippel, pariu seu Mateus, cheios de luz, na casa da sogra, confiante apesar das dúvidas e inseguranças da família, somente ela, o marido, a sabedoria da parteira (Ana Cris) e eu! Eu gente! Eu de novo fiquei cheirando ocitocina por dias, com sorriso no rosto tive o melhor dezembro da vida! E claro ganhei mais experiência no assunto.
No meio de 2014 fomos liberados e denominados ‘tentantes’ com a condição de que, assim que sair o positivo, eu aplicaria uma injeção de anticoagulante diariamente até a data do parto – Clexane 40mg, mais uma batalha a encarar, mas quando o desejo é grande todos os contratempos vão ficando pequenos.
Em 26.12.2014 recebi meu esperado positivo e apesar de tanta insegurança senti que daquela vez seria diferente, e foi.
Nem nos meus melhores sonhos eu teria uma gravidez tão perfeita e tranquila, não tive um enjoo, não inchei, não tive gripe, não precisei tomar um só remédio, e o melhor: meu bebê estava se desenvolvendo maravilhosamente bem.
Fiz yoga e caminhada até ultima semana, conselho número 1: pratique yoga, pra mim foi a preparação mais importante dos 9 meses, tenho total consciência que foi ela quem abriu minha bacia e minha pelve facilitando a passagem do Bruno.
E aqui já vai o conselho número 2: pratique meditação, eu e meu marido fizemos o incrível curso Hypnobirth Brasil, para mim foram as técnicas de meditação que em muitas horas me fizeram parar e respirar, dando um basta em tantas inseguranças que surgem e me deram confiança pra ir em frente, para meu marido o curso foi extremamente importante para saber as etapas de um parto e não se desesperar a medida em que as dores e sensações iam avançando, ao final do curso ele estava dando ‘aula’ de parto para os desinformados do assunto hehehe! 
Conselho número 3: faça o epi-no, comecei na 34a semana, é chato, dói no começo, é desafiador, desanimador mas é de tamanha importância para seu parto ser um sucesso! Teve dias que pratiquei duas vezes, fui dedicada e persistente cheguei ao máximo e o resultado foi um períneo íntegro e uma recuperação muito menos dolorosa, vai por mim.
Completei 40 semanas dia 03.09, no dia 01.09 passei na última consulta e descobri que já estava com 3 de dilatação colo médio, mas nada, nadinha nem sinal de contração e, por causa do uso do Clexane a Dra não queria deixar passar de 41 semanas. Portanto, se até 09.09 não desse sinal de nascer teríamos que tentar a indução. Focada em ajudar o Bruno nascer mais naturalmente possível, voltei pra casa e fiz vários exercícios de yoga, andei de patos, agachei pela casa toda, fiquei sentada na bola dias e noites, meditei, respirei e não pirei.
Na sexta-feira 04.09 retornei ao consultório e novo toque, quase 5 de dilatação.
Naquela noite tomei chá bem forte de canela, acordei às 06:30 da manhã pra conversar com a Lua (que mudaria nesse horário para minguante) e voltei a dormir normalmente.
Acordei às 08 hs disposta a parir, sentei na bola e senti a primeira contração da minha vida! Tão aguardada, não achei nada de absurdamente dolorosa, acordei meu marido e mandei mensagem pra minha irmã-doula informando que as contrações tinham iniciado, eram 08:40 do sábado 05.09, ela foi para minha casa e as contrações foram aumentando gradativamente, fomos para o chuveiro, massagem, segura forte, agaaaaaaaachaaa, bola, até que quando elas estavam intervaladas entre 3-4 minutos ligamos para a parteira, a ideia seria a parteira vir em casa e medir a dilatação, mas por causa do avanço das contrações achamos prudente ela e a médica nos encontrar direto no hospital! Com contrações bem fortes, chegamos no hospital as 11 horas e mais um toque detectou: 7 cm de dilatação! Quase impossível de tanta dor fazer o cardioto por causa do meu decúbito, subimos correndo para a tão esperada banheira, o que pra mim foi decepção, por causa do tamanho e formato(retangular) não consegui achar posição legal, sai da banheira e vai para o chuveiro, ufa melhor assim, o Chuveirinho com jato direto no períneo aliviou muito a dor que era concentrada no baixo ventre, ao contrário de muitas mulheres, a contração não trouxe dor na lombar (acho que por causa das posturas da yoga). Eu pedia muita água, muita água gelada eu queria, chegou almoço não quis nem olhar, minha irmã me deu melzinho para chupar, foi ótimo, deu energia. 
Quando foi 12 e pouco a parteira e a médica decidiram ir almoçar, mais contrações, mais força, mais chuveiro. Decidimos sair e sentar na bola, nesse momento veio uma contração forte e num reflexo corri e fiquei de quatro em cima de um sofá, nesse momento fiquei na posição do ‘gato’, havia feito durante toda a gestação nas aulas de yoga, respira, inspira e BUM! Num estouro delicioso, sinto um líquido quente sair de dentro de mim e lavar o quarto. As 13:35 Estourou a bolsa! Uma delicia de sensação, não consigo descrever o quanto bom foi aquilo. Levantei novamente, agora com muita vontade de evacuar, corri para a privada mas uma contração forte me fez levantar e correr para o chuveiro, meu marido ligou para a médica, que não deu muita bola, afinal, estourar a bolsa não era sinal de transição para a o expulsivo…não? No meu caso era sim! Seguida pela intuição a médica subiu correndo, e quase sem conseguir colocar a segunda luva, Bruno já estava coroado, lindo saindo devagarinho de dentro de mim, antes disso corri para o banquinho de parto, com meu marido apoiando meus braços tive vontade de fazer força, uma força gostosa, me senti poderosa e com uma sensação de felicidade plena, as 13:40 daquele sábado 05.09, peguei nos braços meu tão esperado Bruninho! Lindo, cheio de vida, sua pele quente e molhadinha encostada na minha, seu cheirinho, sua perfeição! O mundo parou mesmo naquele instante e eu enfim descobri o amor, um sentimento gigante que nem de longe eu tinha sentido antes, e agora eu sei o que sempre me falavam: você vai entender quando for mãe, sim entendi, entendi tudo, entendi porque lutei tanto sem saber o que viria em seguida e agora sei, sei que veio meu melhor e a parte mais importante de mim! 
Para tudo ter sido 100%perfeito: tive o maravilhoso apoio do meu marido, bancou comigo todo o processo, me estimulou a ir em frente quando fiquei insegura, me consolou nas 3 quedas, sempre forte ele tinha certeza que um dia daria certo, e deu! Me elogiou todos os dias durante os 9 meses, me deixou segura de Todas as nossas escolhas! Te amo ainda mais por tudo que você fez e faz por nós! 
Ahh e a minha sempre eterna companheira, minha ídola, ela que me abriu as portas pra tudo isso, ela que me escancarou as janelas do seu coração e me deu carinho, me deu conhecimento, me incentivou a cada minuto antes, durante e depois do parto, me deu seus braços para apertar, me deu sua calma, me deu sua fortaleza, esse ser iluminado que tenho o prazer de chamar de Irmã! Obrigada meu grande amor, hoje te admiro ainda mais que ontem mas não mais que amanhã! Hehehe
Ahh e Meu último conselho para seu PN ser um sucesso: queira muito ele, mas queira de verdade, de dentro do coração e nada poderá te barrar. Como diria Raulzito “basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo”.
Com amor
Fê Cantini
Ps. Amiga leitora desse relato se você tiver qualquer dúvida, angústia ou receio é achar que posso te ajudar, me escreva: fecantini@hotmail.com ficarei muito feliz em ajudar!

 

Relato de parto escrito por FC, mãe do Bruno, que

participou da turma de Preparação para o Parto HypnoBirthing

em Maio de 2015 e teve seu desejado parto natural

no hospital em Setembro de 2015.



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Mensagem da Presidente HB – 25 Anos de HypnoBirthing

Categoria: Conhecendo mais o método HB |

Nosso tema para o ano que se inicia é “Trazendo Mudança para o Parto ao Redor do Mundo” Quando você ler a versão revisada do nosso livro, você verá que este livro tem uma inclinação diferente das anteriores. Este livro fala claramente sobre a necessidade de mudança.

Em um artigo recente da Bolsa da Cegonha (jornal HB interno), que falava sobre os pais que têm ligado e escrito que eles se sentiam bem preparados para o parto, mas eles foram pegos de surpresa pelo que encontraram no cenário do parto. Esta nova revisão oferece muito para ajudar os pais a entender as diferenças entre o que pode ser e o que é realmente no parto.

Enquanto eu estava escrevendo esta mensagem, eu me lembrei desta história que a maioria de vocês aprendeu quando criança.

Era uma vez um imperador vaidoso e luxuoso. Ele governava tiranicamente e só se importava com sua aparência. Ele não fazia nada com relação às necessidades e bem-estar de seus pobres súditos. Ele frequentemente se vestia com roupas finas e requintadas.

Um dia, dois “vigaristas” foram contratados para embaraçar o imperador e talvez conseguir torná-lo mais humilde. Os vigaristas foram até o imperador e o convenceram de que eles lhe traziam de presente uma roupa do traje mais requintado de toda região. Mas as roupas não poderiam ser vistas por alguém que fosse tolo, incompetente ou ignorante. Os ministros do imperador foram chamados e, uma vez que ficaram sabendo sobre as restrições da roupa, imediatamente começaram a elogiar e comprimentar o imperador por suas novas roupas. Ninguém se atreveu a fazer qualquer comentário negativo sobre a roupa do imperador, com medo de parecer ignorante ou incompetente. O imperador estava satisfeito e imediatamente planejou um desfile para mostrar suas novas e elaboradas roupas. Todos os súditos foram convidados a comparecer e apoiar o imperador.

No dia do desfile, o imperador marchou orgulhosamente pelas ruas da cidade. Havia um silêncio total entre os espectadores. O imperador estava certo de que esta era a prova de que seus súditos eram tolos. De repente, um menino se destacou da multidão, apontou para o imperador e gritou: “Olhem, o imperador está pelado”! E houve uma explosão de risadas conforme a multidão começou a entoar “O imperador está pelado! O imperador está pelado”! O imperador parou rapidamente e correu para sua carruagem para se esconder.

O imperador percebeu que era ele que havia sido enganado e durante o resto todo do seu reinado, os súditos foram tratados com respeito e generosidade pelo imperador.

Nesta história, há uma metáfora importante para todos os instrutores de HypnoBirthing. Se nós olharmos para aquele menino do conto como um símbolo de nós mesmos, nós também devemos nos atrever a apontar a verdade honesta dos dois lados – o bom e o mal – das opções que nossas famílias encontram no parto. Nós não podemos mais ficarmos quietos enquanto as famílias são convencidas a cumprir protocolos e procedimentos desnecessários ou que não estão de acordo com o interesse deles. Nós precisamos “Ser a mudança que nós queremos ver.”

Marie Mongan

  “O parto é a última fronteira na qual as mulheres lutam pela liberdade. Nós precisamos estar aptos a parir conforme o desejo delas.”

Lorne Campbell,M.D.



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Relato de Parto – VC

Categoria: Relatos de Parto HB |
Brevíssimo (mas não menos importante) relato de parto de uma querida doulanda que conheci em trabalho de parto… mudando sua vida e sua experiência de parto (cesariana mal indicada na primeira gestação), confiou e acreditou no seu corpo e foi para o hospital muito cedo (?!), chegando lá com apenas 2 cm de dilatação. Como era a tarde de uma sexta-feira em São Paulo (sinônimo de muito trânsito), aceitaram a internação… e ela aceitou se entregar e se aprofundar mais no Trabalho de Parto que evoluiu rapidamente!
Como é bom confiar no corpo e em suas próprias sensações, instintos!!
Como é bom se entregar ao trabalho maravilhoso de trazer um  bebê ao mundo, de corpo e alma!! Tudo se encaixa, todos os caminhos se abrem… até a doula “certa” (aquela que ensina o curso que ela pretendia fazer) APARECE e suavamente participa, cobrindo o plantão de uma colega já em contato com a gestante há dias! 😉
Segue…
A minha experiência com o HypnoBirthing foi muito especial, pois, embora eu não tenha conseguido fazer o curso, tive algumas orientações sobre a respiração na aula de Yoga com a Katia Barga… e tive a sorte de ter a Lucia Desideri Junqueira tão doce e suave, me doulando e corrigindo a respiração durante todo o trabalho de parto.

Para mim a respiração foi fundamental na evolução… Acho que o método acelerou a dilatação, pois por volta de 4h após o início do trabalho de parto, a Giulia já estava em meus braços!!!
 

Relato de parto escrito por VC que não conseguiu

realizar o Curso de HypnoBirthing mas aprendeu rápido

(durante o TP) o essencial: se conectar, se ouvir, confiar e se abrir,

permitindo o nascimento da Giulia em Outubro de 2014.



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Relato de Parto MGCM

Categoria: Relatos de Parto HB |

Lindo relato de parto postado no facebook por uma mãe HypnoBirthing, para comemorar o primeiro aniversário da filha primogênita 🙂

Há 1 ano atrás eu estava em uma espera paciente de quem sabe que ela chegaria no tempo dela, ainda que muitos insistissem em perguntar porque tanta demora, me fazendo um convite para ficar ansiosa, todos os dias, a todas horas. Mas nossa conexão não era só a do cordão e de algum jeito eu entendia que não podia controlar, só propiciar e preparar tudo por aqui para que ela tomasse coragem de sair para este mundão, sabendo que praquele aconchego plural ela não mais voltaria.

E então eu acordei diferente, acordei e descobri que aquele era o dia. 42 semanas. Não falei nada para ninguém, fiquei sozinha curtindo o que seria o começo de uma grande sinfonia: da alegria a tristeza, da dor ao prazer, da espera ao encontro, do silêncio às lágrimas, do riso a contenção, do começo ao fim. Eu curti aquelas contrações que não doiam nada, eram como ondas que conforme passavam, mais perto me traziam dela. Percebi como se fosse matemática que ela era quem comandava tudo aquilo, ela dava o tom, era a maestra, eu só tinha que dançar. E que dança foi aquela? As horas foram passando, a barriga increvelmente foi crescendo mais, eu estava redonda e parecia trazer o mundo todo em mim. O meu mundo. E o dela. 10, 11, meio dia, 2, 3, 4, as 5 o Marco chegou e eu falei: amor, acho que hoje ela vem. Eu já sabia que ela estava na descida, mas não queria assustá-lo. Então eu tomei guaraná e me recolhi, me senti como minha primeira cachorra, a Chiquita, quando foi ter seus cachorrinhos- ela ficou na toquinha, quietinha, e deu cria, me lembro como se fosse hoje e eu tinha uns 6 anos, foi no dia em que Trancredo morreu. Bom, agora era eu que estava recolhida: eu ia dar cria. 
Às 10 da noite aquelas ondas eram muito compassadas, era hora de chamar a querida Lucia Desideri Junqueira que me abriu os olhos pra tantas coisas antes e que me ajudou a permitir que aquela sinfonia acontecesse, ali, diante do meu marido, da minha mãe, do meu pai, que me acompanhavam no que seria a maior experiência da Vida. Em um momento tudo se transformou, eu já não sabia que horas eram, não sabia o que acontecia a minha volta, me lembro de abraços fortes com a minha mãe que me davam força, me lembro do olhar cuidadoso do Marco todo o tempo, do toque, das palavras, do carinho da Lucia. E então fomos para o hospital as 5 da matina e depois de algumas horas sofridas, é preciso dizer, ela foi se aproximando…. Diziam: força, a cabecinha já esta aqui. E eu em um silêncio concentrado, o mesmo daquele dia todo, me concentrava em tentar ajudá-la a vir para fora e finalmente, às 9:13 da manhã ela brotou. Não nasceu chorando, mas urrando, clamando com a exatidão de quem sabe que aquele mundo também é seu. Todos choravam, eu estava atônita, quase em um transe, demorei uns minutos para cair em mim e começar a descobrir o que ela era: a definição de amor só se concluiu para mim naquele momento. O amor pleno, repleto, indelével… Esse eu só descobri naquele dia. 
Quase um ano se passou desde aquele 13 de setembro e eu não consigo acreditar. Olho pra ela e penso que queria q o tempo parasse para que ela seja minha bebê pra sempre. Mas tem um outro lado que deseja que ela experimente tudo, que ela viva coisas lindas, que ela explore esta vastidão de mundo, que ela seja livre e curiosa, que faça suas proprias descobertas. Ela ainda não sabe mas me deu o maior presente. Sabe o que é se renovar no amor todos os dias? Desejo que um dia, vc saiba. Desejo que um dia, ela também saiba. 
Filha, você completa 1 ano aqui fora e sabe o quê? Só quem carrega a vida em si, tem o dom de ensinar o que de belo e intenso ela tem. Obrigada minha filha por ser também essa maestra e que Deus te abençoe sempre. 
Deixa a mamãe agora ir chorar um pouquinho, aqui no cantinho, porque essa sinfonia …. Segue tocando aqui no peito. 

Relato de parto escrito por MGCM, mãe da aniversariante, que

realizou o Curso de Preparação para o Parto HypnoBirthing

em Agosto de 2014 no formato particular e teve seu

“parto dos sonhos” em Setembro de 2014.



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