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Relato de Parto – Monica

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Esse relato de parto já está na mídia!!

Desde o dia 03 de maio de 2018 está no site/blog da Mônica Benini que escolheu compartilhar as informações sobre a jornada de sua família para inspirar mais pessoas, mais famílias… está lindo, VERDADEIRO, tem fotos lindas e vale muito a pena conferir!

A seguir apenas alguns trechos e no final, o link para acessarem diretamente o relato todo que faz menção ao uso do método <3

 

“Os primeiros passos da nossa dança aconteceram num sábado nublado, às 6:30 da manhã, dia 30 de setembro de 2017. Acordei com uma dor que se repetiu depois de 4 minutos… e depois de mais 3 minutos e meio, e assim seguiu. Mal podia acreditar que era meu corpo e meu bebê anunciando que estávamos prestes a nos conhecer. E era, realmente era. Avisamos nossa equipe e tomamos um gostoso, feliz e demorado café na cama. Lembro de ter começado o dia meditando, repetindo aquele “mantra” (uma meditação guiada pela voz do amor da minha vida, que foi das ferramentas mais fortes durante meu preparo, na maior parte da gestação). Meditei para me conectar ainda mais com meu bebê e com as contrações poderosas que tomavam conta de mim. Preparamos a casa, preparamos o ninho para a festa que estava por começar.

Digo festa porque, para mim, o nascimento do meu filho sempre foi motivo de comemoração. Flores, balões, velas, música, recados escritos em pedaços de papel, para eu ler durante o trabalho de parto… tatame, piscina, tecido, bola de pilates, todo o arsenal que eu percebi, durante a gestação, que faria sentido estar comigo naquele momento.

(…)

Eu sempre ponderei muito sobre meu parto, sobre como eu gostaria que meu filho chegasse ao mundo e minha maior vontade sempre foi a de me permitir escutar totalmente meu corpo. Assim foi. As últimas contrações foram sentidas em um banquinho, um aparato próprio para partos naturais. E assim, sentada, com meu marido abraçado em minhas costas, pude viver o momento mais inexplicável da minha vida. Entendi o significado do tal círculo de fogo assim que meu bebê coroou. Como dói, queima. E em mais uma contração ele estava em meus, em nossos braços. Eu, completamente exaurida, porém tomada pela melhor sensação desse universo, não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Ele nasceu em nosso quarto, em frente à nossa cama, depois de 33 vigorosas horas… e foi para nossa cama que “escorregamos” com o Otto em nossos braços. Permanecemos assim por muito tempo, ele aninhado em meu peito, e o papai, que também acabara de renascer, nos abraçando. Nossa família, forte, unida, exalando amor. E eu inundada por ocitocina. Demoramos quase uma hora para que, então, o papai cortasse o cordão umbilical, mas o cordão que nos uniu (mais ainda) naqueles dois dias jamais será cortado. Eu mal consegui chorar, mas meu peito fervilhava. Já naquele momento entendi perfeitamente que uma nova versão de mim nascera, muito mais forte, confiante e plena. É inacreditável o tamanho da força que brota depois de uma “prova”dessas. Eu serei eternamente grata a mim mesma por ter encarado tudo com tanta vontade e entrega, ao meu marido, por ter elevado a minha força a todo instante, à minha equipe maravilhosa, extremamente competente e sorridente, às nossas famílias, por terem respeitado e acolhido nossas escolhas, e ao meu filho, por ter entrado nessa dança com a coreografia totalmente coordenada à minha. E assim seguiremos. Eternamente.”

 

Relato de parto da Monica Benini na íntegra – vale a pena ler!!

Relato de parto escrito por Monica quase 6 meses
após o nascimento do filho Otto…
Monica e Junior (e Otto) fizeram o curso
de HypnoBirthing no formato particular
e praticaram desde o segundo trimestre
da gestação <3

Relato de Parto – Samanta

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Relato de parto que recebi depois de 4 meses que o bebezinho Arthur decidiu nascer… e que, apesar das circunstâncias especiais, foi recebido com muita tranquilidade e amor <3

 

Durante a gravidez, eu e o Leonardo (meu marido) procuramos nos informar sobre parto, assistimos vídeos, lemos livros e participamos de várias reuniões em grupos de gestantes… E a cada dia que passava nós tínhamos a certeza de que queríamos um parto humanizado, onde nossas escolhas seriam respeitadas e principalmente as decisões sobre o andamento do parto seriam tomadas com base em evidências científicas, sempre procurando o melhor para mim e para o meu filho… Foi um pouco difícil encontrar uma obstetra humanizada que fizesse o parto no hospital que o meu plano de saúde cobria, mas depois de um tempo eu finalmente encontrei e adorei a médica, Dra Andrea Campos.

Mais ou menos no meio da gestação chegamos a conclusão que queríamos um parto natural, sem nenhuma intervenção, sem ocitocina, sem anestesia, nada… No último trimestre conheci o HypnoBirthing, que mostrava pessoas não tinham dor durante o trabalho de parto, e para ser sincera pareceu uma técnica boa demais para ser verdade… Resolvemos fazer o curso de HypnoBirthing como uma ferramenta para atingir o nosso objetivo, o parto natural…

Três dias antes do início do curso a Dra Andrea, me informou que o hospital que a gente estava planejando fazer o parto tinha cancelado o cadastro dela, por questões burocráticas. Eu fiquei sem chão: eu estava com 33 semanas e 5 dias de gestação e meu plano cobria um hospital que a médica que me acompanhou  a gestação toda não podia mais trabalhar…

Chegou o fim de semana e nós fizemos o curso, intensivo. Foi bem intenso mesmo e muito bom… O curso e as técnicas do HypnoBirthing não poderiam nos surpreender mais! Não se trata apenas de uma técnica de relaxamento, é muito mais que isso! E saímos do curso muito mais confiantes nas nossas escolhas, mais confiantes na nossa capacidade de ter o parto natural que havíamos escolhido… ele mudou a forma como víamos a gestação e o parto e principalmente nos acalmou com relação ao nosso parto: nós passamos a nos sentir preparados inclusive para o parto domiciliar, como uma ótima alternativa ao fato da nossa médica não poder nos acompanhar no hospital conveniado. Quando começamos o curso estávamos bem inseguros e ao término, éramos outro casal… Depois de alguns dias, o hospital renovou o cadastro da minha obstetra e ficamos mais confortáveis com tudo, embora ainda pensando no parto domiciliar como uma boa opção para o nascimento do nosso bebê…

Não sei porque mas na minha cabeça o Arthur ia nascer com 40-41 semanas…  realmente é mais provável nascer nesse período, mas não foi o que aconteceu… Com 36 semanas e 4 dias, eu fui almoçar na casa da minha irmã,  e quando estava saindo da casa dela percebi a liberação da bolsa das águas (rompimento da bolsa)… fiquei meio na dúvida se isso tinha mesmo acontecido, então voltei para o trabalho, pois tinha um monte de coisas para encaminhar antes da minha saída. Enquanto eu passava as pendências para  o pessoal do trabalho, entrei em contato com a Lucia DeJu (minha doula) e com a Natalia Rea (obstetriz). Eu estava muito tranquila e serena, mas não posso dizer o mesmo do pessoal que trabalha comigo: todo mundo ficou desesperado quando eu falei que achava que a havia liberado a bolsa das águas. As pessoas não entendiam como eu podia estar tão tranquila, mas eu tinha certeza que esse era um dos resultados do HypnoBirthing… tentei entrar em contato com o Léo, mas o celular dele estava sem bateria (só caia na caixa postal); liguei no trabalho dele mas ele não estava na sala no momento,  então pedi para que avisassem que eu estava procurando-o,  e para ele me ligar assim que possível… A Dra Andrea,  me sugeriu fazer um exame para comprovar se eu havia liberado a bolsa das águas mesmo; liguei para a minha irmã e pedi para ela me encontrar no laboratório. O resultado confirmou o que eu suspeitava e finalmente consegui falar com o Léo e avisá-lo de que eu estava indo para a maternidade (nesse caso, o parto domiciliar não é mais viável mesmo)… Como eu teoricamente tinha mais um mês até o nascimento do Arthur, não tinha a mala da maternidade pronta e o Léo teve que passar em casa para arrumar as coisas e só depois ir me encontrar no hospital. Nós só pudemos praticar as técnicas do HypnoBirthing por duas semanas, mas mesmo assim utilizamos as técnicas durante todo o trabalho de parto. Um fator que nos ajudou muito foi que a nossa instrutora de HypnoBirthing (Lucia DeJu) também era a nossa doula 💕 e dessa forma, quando a gente esquecia de usar as técnicas, ela nos ajudava a retomá-las e tudo voltava aos trilhos novamente.

Desde o início o parto foi diferente do planejado, mas nós mantivemos nossa tranquilidade durante todo o processo! Essa tranquilidade e segurança nós conseguimos graças ao HypnoBirthing… Quando cheguei na maternidade no início da noite, eu estava com 1 cm de abertura do colo (dilatação), que ainda estava grosso; então a Dra Andrea decidiu induzir o parto com ocitocina sintética… primeiro chegou a Natalia, depois o Léo e depois a Lucia… O trabalho de parto foi evoluindo ao longo da noite e madrugada e as ondas vinham e iam… não posso dizer que elas eram indolores, mas eram surpreendentemente suportáveis, considerando a minha condição e a indução… eu lembro de ter chegado a 7cm de abertura mas fiquei um tempão com essa mesma abertura então a médica achou melhor acionar o restante da equipe preventivamente; de repente chegou um monte de gente de uma vez: a obstetra (que só não chegou antes porque ficou presa no elevador do prédio dela, enquanto tentava ir para o hospital),  uma médica auxiliar e o anestesista. A Dra Andrea recomendou analgesia, e sob o efeito dela realizou algumas manipulações no colo do meu útero; cheguei então a 9cm de abertura… mas o Arthur não avançou na descida, eu comecei a ter febre e os batimentos cardíacos do pequeno indicaram que o processo não estava legal para ele… Então foi necessário fazer uma cesariana… bem diferente do parto natural que tínhamos em mente, mas naquele momento nós tínhamos certeza de que aquela era a melhor opção para mim e para o meu filho, uma vez que fizemos o melhor que podíamos e confiávamos muito na equipe que nos acompanhava! Portanto, durante toda a cirurgia, também nos mantivemos calmos e tranquilos.

           Uma outra coisa interessante do uso das técnicas é que o Leonardo leu o Relaxamento do Arco-íris para mim nas duas semanas que tivemos após o curso e depois que o Arthur nasceu, ao ouvir a voz do pai ele sempre se acalmava, relaxava… e como na nossa primeira saída de carro o Arthur chorou muito no trajeto, nós colocamos a gravação do Relaxamento do Arco-íris (gravado pelo Léo) para ele ouvir e em pouco tempo o Arthur se acalmou e dormiu! Nós aprendemos no curso que o bebê pode associar a sensação de relaxamento que eu sentia ao praticar a técnica com a voz e a condução do Relaxamento e foi muito bom testar! Até hoje eu utilizo as técnicas de respiração do HypnoBirthing para o relaxamento… e sempre indico o curso para as mulheres (grávidas ou não)! Porque é possível ter um parto tranquilo e o HypnoBirthing me proporcionou isso.

Relato de parto escrito por uma mãe HypnoBirthing,

provando que esse momento pode ser tranquilo e gentil

independente de ser diferente do imaginado…

independente de ser uma cirurgia!

*E que praticar por 2 semanas já vale a pena!

Relato de Parto – ML

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 Relato de parto lindo, escrito e recebido 3 semanas após o nascimento da caçula, Elisa Sophia =)

O parto foi muito especial e ainda mais rápido do que a gente imaginava, mas vou contar do começo!

Acordei no dia 23 já sentindo algumas ondas; não muito intensas e nem regulares, mas mesmo assim eu sentia que elas eram diferentes dos outros dias. Sabendo que muito provavelmente este seria o dia que nossa pequena havia escolhido para vir ao mundo, eu passei o dia fazendo as últimas tarefas de casa, cozinhando e dormindo. Às quatro da tarde eu tinha uma consulta marcada e fui à minha ginecologista. Eu contei o que estava sentindo e resolvemos fazer um exame de toque. Descobrimos que eu já estava com 4 centímetros de abertura! No caminho pra casa eu liguei para minha sogra pra vir buscar a Leah (filha mais velha) e para a Casa de Parto para avisar que provavelmente​ iríamos nos ver nos próximos horas.

De volta em casa arrumamos a mala da nossa filhinha, comemos, tomamos banho. Tudo com muita paz e segurança no coração. As ondas ficaram mais intensas e as 17 horas saímos para a Casa de Parto. É óbvio que a Elisa escolheu o horário de pico pra vir! rs. Demoramos uma hora até a Casa de Parto (Sapopemba), mas isso foi ótimo pra mim. Eu escutava os relaxamentos com os fones de ouvido e consegui entrar na minha zona de relaxamento completamente. As ondas passavam, eu respirava e imaginava o colo do meu útero abrindo.

 

 

Ao chegar na Casa de Parto, fomos para a triagem. Eu tirei os fones de ouvido mas mesmo assim consegui manter o mesmo espírito calmo e seguro. A triagem foi um momento crítico pra mim. A enfermeira fez o exame de toque, mediu as ondas e nos informou: que eu ainda estava com quatro centímetros de abertura e que as ondas que eu estava sentindo ainda não eram “fortes o suficiente”. Ela achava que “nada iria acontecer nas próximas duas, três horas”. Até por isso, eu não foi internada, meramente me colocaram na sala de observação. Como minha pressão estava um pouco alta a enfermeira me pediu para ficar deitada pra tentar abaixar a pressão e ver “se iria pra frente ou não”.

 

 

Eu estava tão segura em relação ao que eu estava sentindo, tão confiante, que nada disso sequer entrou na minha cabeça. Eu sabia que a minha bebê estava vindo!

 

 

Ao chegar no quarto o Bruno (marido) instalou o abajur que tínhamos trazido e o laptop com as relaxamentos. Eu deitei na cama e fiz o que a enfermeira pediu: tentei relaxar para abaixar a pressão. Isso era mais ou menos as 19h30. Como era o horário de troca de turno na Casa de Parto, as novas enfermeiras entraram para falar com a gente. O Bruno pediu para conversarem do lado de fora do quarto e combinou com elas que iríamos chamar caso fosse preciso.

As ondas ficaram cada vez mais intensas e frequentes. O Bruno estava fazendo a massagem de toque leve e eu fiquei de olhos fechados, respirando e me focando no relaxamento… até que chegou um momento em que eu não aguentava mais ficar deitada. Me levantei e apoiei os antebraços na cama, pedindo para o Bruno de massagear o meu Cóccix/costas. Depois de mais duas ondas eu, seguindo meu instinto, me abaixei na posição de quatro apoios. Eu fiquei muito confusa quando me deu uma vontade de empurrar (a final de contas, eu estava apenas na observação?!). Realmente não tem como não empurrar e assim respirei e na onda seguinte, a bolsa rompeu. Na outra onda já senti a cabeça da bebê saindo e gritei que ela estava nascendo. As enfermeiras ouviram meu grito e entraram no quarto correndo. Elas realmente estavam tão surpresas quanto eu, quando viram que a cabeça da bebê já tinha saído; mas ficaram muito calmas e só apoiaram a cabeça da bebê para aguardar a próxima onda. E assim, a nossa pequena Elisa Sophia nasceu as 20:19. Foram 45 minutos depois de entrar no quarto e sem nenhuma dificuldade. 52 cm e 3620 g de perfeição.

 

E tudo isso só foi tão perfeito por você e o trabalho maravilhoso que você faz. O Bruno foi o melhor “gorila”, sempre mantendo a calma e protegendo nosso espaço; a equipe da Casa de Parto respeitou totalmente nosso pedido de privacidade e confiou na gente sem questionamentos.

 

 

Mas sem o conhecimento e a segurança e confiança que você passou pra nós nas poucas horas que tivemos juntos nada disso seria possível.
Viva o HypnoBirthing! 🙂

Mira, Bruno, Leah e Elisa

Relato de Parto – MG

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Quase 6 meses após o nascimento do filho lindo Benjamin, Marina escreveu para me “agradecer imensamente por todo o trabalho com o HypnoBirthing”. Ela disse no email: “Ele ajudou muito minha cesárea de emergência continuar sendo a experiência maravilhosa que é o nascimento. Então vim aqui te escrever o relato do meu parto”. Então eu tinha que compartilhar, né?! Porque parto HypnoBirthing é o melhor parto possível! Para aquela mãe, para aquele bebê, para aquela família, naquele momento… não necessariamente parto natural, mas sim, parto respeitoso, tranquilo e consciente! Com as versáteis técnicas sendo aplicadas por pessoas flexíveis, nas mais variadas situações <3
Segue o relato da Marina então:
O Benjamin nasceu de exatas 41 semanas, dia 7 de novembro. Minha família estava tensa, achando que ele estava atrasado, mas eu mantive a calma. Até que chegou uma noite que eu, ansiosa com a preocupação deles, não dormi. Desci pra sala e fiquei no sofá. Logo com o amanhecer, comecei a sentir algumas ondas, que eu achava que eram de treinamento, ficarem mais fortes e ritmadas, mas bem rápido. Elas logo já estavam em 5 em 5 minutos. Levantei para fazer xixi e saiu o tampão. Então resolvi caminhar um pouco no quintal e a bolsa estorou.
Eu achava que era a bolsa, mas fiquei na dúvida, pois apesar da quantidade de líquidos, ele era muito muito escuro, um amarelo esverdeado. Mandei uma mensagem para a minha obstetra e fui tomar um banho. O líquido não parava de sair, então fiquei um bom tempo no banho. As ondas ficaram super intensas, saí do banho e sentei na bola de pilates. O Gian foi fazendo massagem e me ajudando nas respirações. Mandamos uma foto da cor do líquido para a minha obstetra e falei que as ondas eram bem ritmadas, já de 3 em 3 minutos e ela falou que era para eu correr para o hospital.
O carro foi uma aventura em si. A cada buraco no asfalta eu gritava e pedia para o Gian parar. Parecia uma comédia romântica. Cheguei na emergência e as enfermerias foram gritando “Mulher em Trabalho de Parto!”, não demorou nada, nada. Eu pensava nas respirações e ficava calma, apesar da dor, que ficou muito forte com o carro.
Eu achei todo mundo calmo, depois que o Gian me falou que as enfermeiras olharam e conversaram tensas, ao ver que o líquido tinha bastante mecônio. Quando me obstetra chegou, ela bem calma me explicou que o líquido estava muito escuro, mas que eu já tinha 4 centímetros de dilatação e dava para esperar meia hora ver se ela aumentava, que muitas vezes isso acontecia. Nesse meio tempo, os batimentos do bebê começaram a diminuir a cada contração. Ela voltou e conversou comigo, contou do parto dela e o quanto ela queria um parto normal, mas foi surpreendida por uma cesárea no seu primeiro filho, que entendia se eu estivesse triste com isso. E pediu para eu decidir se queria esperar mais. Eu e o Gian conversamos e achamos que não valia arriscar.
Fomos logo para a sala de cirurgia, que tinha música e apesar de todos estarem um pouco tensos, mantiveram o bom humor e a calma. Fui fazendo as vizualizações e o relaxamento. As assistentes eram da família da minha obstetra e muito carinhosas. Benjamin chegou ao mundo 10 minutos depois chorando bastante e imundo de cocô! Ele veio, mesmo sujo, direto para o meu colo, nos abraçamos, ele se acalmou e foi levado para ser examinado, pois a coisa estava, literalmente, preta, hahahaha. E depois ele voltou pra mim e já começou a mamar!
Foi muito, muito lindo e eu tenho muito a agradecer ao HypnoBirthing, pois mesmo em uma situação de emergência, eu mantive a calma, a alegria com a chegada do meu pequeno e não relembro da experiência de maneira nenhuma como traumática, apenas como maravilhosa.
É engraçado, muita gente, quando eu conto que tive que fazer uma cesárea, quase que desvaloriza o meu parto e por um momento, confesso, elas quase conseguiram me convencer e me deixar abater com o preconceito delas. E neste ponto o HypnoBirthing também me ajudou, pois eu sabia o que era ou não natural acontecer.
Quis te escrever também pois sei que esse é um relato bem diferente dos de parto natural e mostra a importância de nos despirmos do medo, mas ao mesmo tempo estarmos abertos e preparados para o que vier. Um beijo grande e mais uma vez obrigada, fazer o HypnoBirthing foi muito maravilhoso pra mim.
Marina, mãezona do amado Benjamin.
Fez o curso de Preparação para o Parto HB em Setembro de 2016.

Relato de Parto – LT

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Alguns meses  depois do parto que tive o prazer de acompanhar, recebi este lindo relato pelo WhatsApp, de surpresa, em um dia qualquer… ainda lembrando de cada segundo, de cada sensação do dia, me emocionei com cada palavra e a confirmação de que ela também sentiu que foi ótimo, bonito e… gostoso! Muito obrigada por compartilhar Querida Luiza!!!! <3

 

“Hoje estava sozinha amamentando a Esther, que fechava o olhinho ao mamar enquanto eu escutava uma seleção de mantras tocando ao fundo bem baixo… Mantras da cantora Snatam Kaur, que ouvia nas aulas de yoga… A yoga que pratiquei durante a gestação a fim de me preparar emocional e espiritualmente para o parto…

Emocionada nas lembranças, me transportei pelo tempo… Voltei na madrugada do dia 11 de dezembro, quando, sozinha, por volta da 1h, senti as primeiras contrações após horas do rompimento da bolsa… Ali eu já sabia que encontraria o grande amor da minha vida em algumas horas… As contrações vinham e iam embora, assim como as ondas do mar… E assim eu encarava essas contrações, exatamente como as aulas de yoga e a minha querida doula haviam me ensinado: elas são ondas, pois vêm intensas mas quando se vão nos deixam com uma maravilhosa sensação de relaxamento…

A cada onda que chegava eu começava a imaginar a chegada da Esther, e tinha certeza que seria com tranquilidade. Por volta das 4h acordei meu marido, e dizia que a intensidade das ondas aumentava, e sentia que um tsunami estava por acontecer… Liguei para a obstetriz e a doula (abençoadas) que me ajudariam no caminho do nascimento da minha filha e do meu nascimento como mãe. A partir daí seguia suas orientações, tomei uma ducha bem quente, e sempre escutando os mantras da cantora que tanto me acalmavam…

Me conectava intensamente com a Esther a cada onda que vinha… Fechava os olhos e me imaginava no fundo do mar… Me imaginava no meio das ondas… E quando a obstetriz apontou que era hora de seguirmos para a maternidade com 6cm de dilatação, ali eu já começava a perceber a minha transformação… Eu já sentia que não estaria mais sozinha nessa jornada, e sim que se tratava de um lindo e forte trabalho em equipe: eu e a Esther, juntas pelo caminho da vida…

Cada vez mais sentia a intensidade daquele tsunami que vivia, e os mantras que eu ouvia me lembravam o quão serena eu deveria me manter… Pois o meu corpo me entregava para o meu lado mais selvagem, mais mamífero, mais animalesco… Eu me sentia uma leoa… Tinha vontade de urrar muitas vezes… E assim o fazia… Era libertador. Era transformador. Era renovador. Na banheira do hospital eu relaxava, as contrações eram cada vez mais fortes, porém este era todo o propósito do parto natural: sentir cada poro do meu corpo se dilatar, cada veia saltar, cada sangue se renovar à luz de uma nova vida que brotava. Sem remédios, sem analgesia, sem intervenções: só eu, a antiga Luiza, o novo ser, e a nova mãe. Juntas, sentindo cada vibração, cada contração, cada movimento daquele pequeno e poderoso corpo dentro do meu.

Após cerca de uma hora, eu sentia todo o movimento de descida da minha pequena, e meu corpo se transformando e se abrindo numa sensação jamais sentida… Essa máquina que nutrimos é mais poderosa do que imaginamos: conceber revela a perfeição que existe em cada articulação de nosso corpo… Eu senti a hora da chegada dela… Veio a vontade de fazer a força, e veio a sua cabecinha. Ainda respirando pelo cordão umbilical, manteve-se no ambiente mais sereno em que poderia estar: na água, assim como estava dentro há poucos segundos e por 9 meses… E no momento em que eu senti vontade, fiz uma segunda e prazerosa força, e ela veio por inteiro, pelos braços do pai e direto para o peito da mãe. Ali, da forma mais serena possível… Nascíamos juntas, a filha e a mãe… Enquanto ela sentia o calor do meu corpo, nutrindo-se do alimento mais poderoso do mundo: meu leite. Meu corpo. Minha vida para a minha pequena vida.

A decisão mais linda de minha vida foi me permitir viver este nascimento da forma mais natural possível, para levar esta sensação para o resto da minha vida”.

Relato de Parto escrito por Luiza,
7 meses depois desta experiência linda,

resultado de uma preparação para o parto consciente,

amorosa e gentil, também com algumas aulas particulares de HB 😉

Relato de Parto – MS

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“Depois de quase 1 ano do parto e depois de algumas tentativas iniciadas, porém não finalizadas de relato de parto, fui inspirada e motivada a finalizar devido a um episódio que vivi com minha bebê essa semana. Fiquei quase um ano de licença e voltei há pouco tempo a ativa. Resolvi colocar a Alice num berçário próximo ao meu trabalho e no caminho de casa, no meio de um persistente choro da Alice, coloquei o CD que recebemos no curso de HypnoBirthing com as afirmações; eis que a Alice parou de chorar. E olha que nem ouvi esse CD na gestação, pois como estava em inglês acabei fazendo minha gravação e não usei, mas de alguma forma ela relaxou.

 

Me fez relembrar do poder desse método. Meu relato é sucinto (assim espero) e na gestação após iniciar as práticas de respiração vi o quanto estavam sendo úteis e funcionais nas ondas de treinamento: aliviava a pressão e o desconforto. Nas últimas semanas com a ansiedade a flor da pele, eu pedia muito pra sentir as ondas, pedia ainda para serem cada vez mais intensas e eu sabia que a dor era um indício de início do processo de nascimento. A contradição querer sentir e não sentir a dor ao mesmo tempo, eu achava que quando ela viesse eu teria a chance de controlar. E assim foi.

 

Conforme o combinado com o papai e a mamãe (ele queria que a Alice nascesse numa segunda e eu queria entrar em TP na hora em que ele estivesse em casa), no sábado no almoço perdi um pouco do tampão, a noite por volta das 11 horas sentia as ondas vindo com mais intensidade, coloquei a filha mais velha na cama, Mariana, e fui me deitar; não consegui ficar muito na cama, levantei e fui pra sala por volta das 1:30h. Apesar de espaçadas, as ondas estavam cada vez mais intensas, vinham de 20 em 20 min. Eu cochilava entre elas. Por volta das 5:00 h meu marido levantou pra ir trabalhar, ele meio sem noção que poderia engrenar, enchemos a piscina de plástico que ainda estava vazia. Logo percebi que o intervalo entre as ondas tinham diminuído, nessa hora já estava me utilizando das bolsas de água quente e comecei a contar as ondas: o intervalo entre uma e outra estava regular de 5 em 5 min. Pedi pra ele ligar pra Enfermeira Obstetra que me acompanhou e para a Doula, era 6:00h. Ela chegou por volta das 7:00h me examinou e não conseguiu constatar a dilatação pois eu estava sentindo muito incômodo no exame, mas disse que a bebê estava bem baixa; pedi pra ir pra água e ela disse que podia; entrei na banheira enchendo, que estava debaixo do chuveiro e lá eu fiquei até o nascimento da Alice.

 

Como eu havia treinado a respiração de uma forma que eu projetava minha coluna um pouco pra trás durante a onda e na hora do “vamos ver” eu não consegui devido ao forte incômodo, precisei me adaptar àquela circunstância e usei a respiração que aprendi do método entoando um som, uma espécie de mantra ao expirar. E assim, permaneci na banheira umas duas horas pelos cálculos. Ouvindo as afirmações e relaxamento, aliado a água quente, quase pelando, diga-se, posso dizer que consegui um controle total da dor. Importante enfatizar que a dor estava lá, porém com técnica, concentração, preparação de um ambiente tranquilo e métodos naturais de alívio da dor eu consegui controlar. Tive que manter um ponto de equilíbrio, posição certa, água sempre quente, respiração, entoando um “mantra” e ouvindo as afirmações e exercício de relaxamento que foram cruciais.

 

Após 2 horas na banheira, a parteira ao perceber que a Alice podia estar no caminho do nascimento perguntou e pediu para que eu checasse. Na segunda vez que ela pediu minha resposta foi afirmativa e a primeira coisa que pensei ao sentir a cabeça dela foi: “Já?”. Eu estava com receio desse momento, pois estava anestesiada no primeiro parto e ao simular esse momento com o uso do Epi-No senti forte ardência algumas vezes, imaginando que na hora do nascimento iria arder muito mais. Porém, pra minha surpresa senti um certo ardor em uma das ondas e me preparei pra sentir mais forte nas próximas, mas daí em diante a dor foi zero. As ondas muito intensas, gritos involuntários e a saída tranquila e rápida dela, duraram cerca de 5 minutos no caminho do nascimento.

 

A ficha demorou muito a cair do que havia acontecido, diferente do que aconteceu no primeiro parto quando senti um êxtase muito grande logo após o nascimento da Mariana. No nascimento da Alice a palavra que uso pra descrever é “equilíbrio”, é essa a palavra que melhor define.

 

Em quase um ano após o parto da Alice me surpreendo vez ou outra quando muitas pessoas comentam comigo da repercussão, de terem visto as fotos, de acompanharem o crescimento da Alice; após terem se surpreendido com o meu parto, algumas pessoas se encantaram ao ouvir meu relato de parto domiciliar e tenho certeza que algumas sementinhas vão sendo plantadas. Espero que muitas famílias possam ser agraciadas com o método.

 

Obrigada Lúcia por ser nossa referência no Brasil do HypnoBirthing, por sua forma generosa e graciosa de conduzir esse lindo trabalho. Minha família agradece”.

 

 

 

Relato de parto escrito por MS,

enfermeira obstétrica e mãe da pequena Alice de quase 1 ano,

que realizou o Curso de Preparação para o

Parto HypnoBirthing em Maio de 2015.

Vídeo de Parto HypnoBirthing Brasil – Julho de 2015

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Registros lindos do Parto suave e tranquilo da Michelle e seu companheiro Beto… Nascimento da bebê mais fofa do mundo, Alice!

Desta vez, sem nenhuma intervenção, no melhor lugar do mundo, aconchego do lar 😉

 

https://www.youtube.com/watch?v=Sn4GEg-P_W4

Vídeo de Parto HypnoBirthing BR – Abril 2015

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Lindíssimo e rápido parto domiciliar da Querida Eugênia e seu companheiro Thiago… Nascimento tranquilo de uma bebê suuuper simpática e feliz, Alyssa 😉

https://www.youtube.com/watch?v=jqB6PfPSP-k

Relato de Parto – FC

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“Pari um bebê. Pari uma nova vida”
Desde que entrei para a partolandia li relatos de parto aos montes, chorei com histórias de mulheres que nunca vou conhecer, fiquei triste pelo fracasso de estranhas e feliz pela força e determinação de tantas outras, ahh essa leitura com certeza agregou muita coisa para o nascimento do Bruno e, não só pelos conhecimentos médicos mas, principalmente, pelas emoções e sentimentos que carregavam cada uma delas, assim cada dia mais eu queria ter o ‘meu relato de parto’ para ajudar tantas outras Fês que estão por vir…e aqui 
vai ele: o relato de um parto ‘relativamente’ fácil, o MEU!
A humanização do nascimento se tornou uma realidade na minha vida em 2012 quando para acompanhar o nascimento do meu sobrinho-afilhado fiz o curso de formação de Doulas no GAMA, minha irmã iria parir seu segundo filho, e queria que eu fosse sua doula. Durante o curso e imersa no mundo dos bebês, perdi meu primeiro filho, numa gestação de 9 semanas, foi um baque, mas mesmo com as cólicas e emocional abalado, me formei e fiquei encantada pelo fantástico mundo dos bebês naturalmente nascidos!
Minha irmã pariu lindamente na água e comigo de ajudante ganhei a presença no que, até então, foi o melhor momento da minha vida, ironicamente um mês após a minha ‘pior perda’, ver aquele serzinho tão lindo nascer ali, na água, na minha frente com certeza foi uma das coisas mais felizes que já me acontecera. 
Depois daquela perda ainda tive mais duas sofridas batalinhas a enfrentar, que infelizmente não ‘vingaram’ e o ‘não era pra ser’ virou um mantra da minha vida. 
Em 2013 meu marido e eu, focados em realizar nosso sonho, mergulhamos de cabeça na busca para saber o que estava por trás dos 3 abortos. Depois de uma bateria de exames, tivemos um diagnóstico não fechado e até hoje duvidoso, de SAAF (síndrome anticorpos antifosfolipede). Também em 2013, tive o prazer de doular uma pessoa muito especial e, em um parto domiciliar, a forte e guerreira Camila Lippel, pariu seu Mateus, cheios de luz, na casa da sogra, confiante apesar das dúvidas e inseguranças da família, somente ela, o marido, a sabedoria da parteira (Ana Cris) e eu! Eu gente! Eu de novo fiquei cheirando ocitocina por dias, com sorriso no rosto tive o melhor dezembro da vida! E claro ganhei mais experiência no assunto.
No meio de 2014 fomos liberados e denominados ‘tentantes’ com a condição de que, assim que sair o positivo, eu aplicaria uma injeção de anticoagulante diariamente até a data do parto – Clexane 40mg, mais uma batalha a encarar, mas quando o desejo é grande todos os contratempos vão ficando pequenos.
Em 26.12.2014 recebi meu esperado positivo e apesar de tanta insegurança senti que daquela vez seria diferente, e foi.
Nem nos meus melhores sonhos eu teria uma gravidez tão perfeita e tranquila, não tive um enjoo, não inchei, não tive gripe, não precisei tomar um só remédio, e o melhor: meu bebê estava se desenvolvendo maravilhosamente bem.
Fiz yoga e caminhada até ultima semana, conselho número 1: pratique yoga, pra mim foi a preparação mais importante dos 9 meses, tenho total consciência que foi ela quem abriu minha bacia e minha pelve facilitando a passagem do Bruno.
E aqui já vai o conselho número 2: pratique meditação, eu e meu marido fizemos o incrível curso Hypnobirth Brasil, para mim foram as técnicas de meditação que em muitas horas me fizeram parar e respirar, dando um basta em tantas inseguranças que surgem e me deram confiança pra ir em frente, para meu marido o curso foi extremamente importante para saber as etapas de um parto e não se desesperar a medida em que as dores e sensações iam avançando, ao final do curso ele estava dando ‘aula’ de parto para os desinformados do assunto hehehe! 
Conselho número 3: faça o epi-no, comecei na 34a semana, é chato, dói no começo, é desafiador, desanimador mas é de tamanha importância para seu parto ser um sucesso! Teve dias que pratiquei duas vezes, fui dedicada e persistente cheguei ao máximo e o resultado foi um períneo íntegro e uma recuperação muito menos dolorosa, vai por mim.
Completei 40 semanas dia 03.09, no dia 01.09 passei na última consulta e descobri que já estava com 3 de dilatação colo médio, mas nada, nadinha nem sinal de contração e, por causa do uso do Clexane a Dra não queria deixar passar de 41 semanas. Portanto, se até 09.09 não desse sinal de nascer teríamos que tentar a indução. Focada em ajudar o Bruno nascer mais naturalmente possível, voltei pra casa e fiz vários exercícios de yoga, andei de patos, agachei pela casa toda, fiquei sentada na bola dias e noites, meditei, respirei e não pirei.
Na sexta-feira 04.09 retornei ao consultório e novo toque, quase 5 de dilatação.
Naquela noite tomei chá bem forte de canela, acordei às 06:30 da manhã pra conversar com a Lua (que mudaria nesse horário para minguante) e voltei a dormir normalmente.
Acordei às 08 hs disposta a parir, sentei na bola e senti a primeira contração da minha vida! Tão aguardada, não achei nada de absurdamente dolorosa, acordei meu marido e mandei mensagem pra minha irmã-doula informando que as contrações tinham iniciado, eram 08:40 do sábado 05.09, ela foi para minha casa e as contrações foram aumentando gradativamente, fomos para o chuveiro, massagem, segura forte, agaaaaaaaachaaa, bola, até que quando elas estavam intervaladas entre 3-4 minutos ligamos para a parteira, a ideia seria a parteira vir em casa e medir a dilatação, mas por causa do avanço das contrações achamos prudente ela e a médica nos encontrar direto no hospital! Com contrações bem fortes, chegamos no hospital as 11 horas e mais um toque detectou: 7 cm de dilatação! Quase impossível de tanta dor fazer o cardioto por causa do meu decúbito, subimos correndo para a tão esperada banheira, o que pra mim foi decepção, por causa do tamanho e formato(retangular) não consegui achar posição legal, sai da banheira e vai para o chuveiro, ufa melhor assim, o Chuveirinho com jato direto no períneo aliviou muito a dor que era concentrada no baixo ventre, ao contrário de muitas mulheres, a contração não trouxe dor na lombar (acho que por causa das posturas da yoga). Eu pedia muita água, muita água gelada eu queria, chegou almoço não quis nem olhar, minha irmã me deu melzinho para chupar, foi ótimo, deu energia. 
Quando foi 12 e pouco a parteira e a médica decidiram ir almoçar, mais contrações, mais força, mais chuveiro. Decidimos sair e sentar na bola, nesse momento veio uma contração forte e num reflexo corri e fiquei de quatro em cima de um sofá, nesse momento fiquei na posição do ‘gato’, havia feito durante toda a gestação nas aulas de yoga, respira, inspira e BUM! Num estouro delicioso, sinto um líquido quente sair de dentro de mim e lavar o quarto. As 13:35 Estourou a bolsa! Uma delicia de sensação, não consigo descrever o quanto bom foi aquilo. Levantei novamente, agora com muita vontade de evacuar, corri para a privada mas uma contração forte me fez levantar e correr para o chuveiro, meu marido ligou para a médica, que não deu muita bola, afinal, estourar a bolsa não era sinal de transição para a o expulsivo…não? No meu caso era sim! Seguida pela intuição a médica subiu correndo, e quase sem conseguir colocar a segunda luva, Bruno já estava coroado, lindo saindo devagarinho de dentro de mim, antes disso corri para o banquinho de parto, com meu marido apoiando meus braços tive vontade de fazer força, uma força gostosa, me senti poderosa e com uma sensação de felicidade plena, as 13:40 daquele sábado 05.09, peguei nos braços meu tão esperado Bruninho! Lindo, cheio de vida, sua pele quente e molhadinha encostada na minha, seu cheirinho, sua perfeição! O mundo parou mesmo naquele instante e eu enfim descobri o amor, um sentimento gigante que nem de longe eu tinha sentido antes, e agora eu sei o que sempre me falavam: você vai entender quando for mãe, sim entendi, entendi tudo, entendi porque lutei tanto sem saber o que viria em seguida e agora sei, sei que veio meu melhor e a parte mais importante de mim! 
Para tudo ter sido 100%perfeito: tive o maravilhoso apoio do meu marido, bancou comigo todo o processo, me estimulou a ir em frente quando fiquei insegura, me consolou nas 3 quedas, sempre forte ele tinha certeza que um dia daria certo, e deu! Me elogiou todos os dias durante os 9 meses, me deixou segura de Todas as nossas escolhas! Te amo ainda mais por tudo que você fez e faz por nós! 
Ahh e a minha sempre eterna companheira, minha ídola, ela que me abriu as portas pra tudo isso, ela que me escancarou as janelas do seu coração e me deu carinho, me deu conhecimento, me incentivou a cada minuto antes, durante e depois do parto, me deu seus braços para apertar, me deu sua calma, me deu sua fortaleza, esse ser iluminado que tenho o prazer de chamar de Irmã! Obrigada meu grande amor, hoje te admiro ainda mais que ontem mas não mais que amanhã! Hehehe
Ahh e Meu último conselho para seu PN ser um sucesso: queira muito ele, mas queira de verdade, de dentro do coração e nada poderá te barrar. Como diria Raulzito “basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo”.
Com amor
Fê Cantini
Ps. Amiga leitora desse relato se você tiver qualquer dúvida, angústia ou receio é achar que posso te ajudar, me escreva: fecantini@hotmail.com ficarei muito feliz em ajudar!

 

Relato de parto escrito por FC, mãe do Bruno, que

participou da turma de Preparação para o Parto HypnoBirthing

em Maio de 2015 e teve seu desejado parto natural

no hospital em Setembro de 2015.

Relato de Parto – VC

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Brevíssimo (mas não menos importante) relato de parto de uma querida doulanda que conheci em trabalho de parto… mudando sua vida e sua experiência de parto (cesariana mal indicada na primeira gestação), confiou e acreditou no seu corpo e foi para o hospital muito cedo (?!), chegando lá com apenas 2 cm de dilatação. Como era a tarde de uma sexta-feira em São Paulo (sinônimo de muito trânsito), aceitaram a internação… e ela aceitou se entregar e se aprofundar mais no Trabalho de Parto que evoluiu rapidamente!
Como é bom confiar no corpo e em suas próprias sensações, instintos!!
Como é bom se entregar ao trabalho maravilhoso de trazer um  bebê ao mundo, de corpo e alma!! Tudo se encaixa, todos os caminhos se abrem… até a doula “certa” (aquela que ensina o curso que ela pretendia fazer) APARECE e suavamente participa, cobrindo o plantão de uma colega já em contato com a gestante há dias! 😉
Segue…
A minha experiência com o HypnoBirthing foi muito especial, pois, embora eu não tenha conseguido fazer o curso, tive algumas orientações sobre a respiração na aula de Yoga com a Katia Barga… e tive a sorte de ter a Lucia Desideri Junqueira tão doce e suave, me doulando e corrigindo a respiração durante todo o trabalho de parto.

Para mim a respiração foi fundamental na evolução… Acho que o método acelerou a dilatação, pois por volta de 4h após o início do trabalho de parto, a Giulia já estava em meus braços!!!
 

Relato de parto escrito por VC que não conseguiu

realizar o Curso de HypnoBirthing mas aprendeu rápido

(durante o TP) o essencial: se conectar, se ouvir, confiar e se abrir,

permitindo o nascimento da Giulia em Outubro de 2014.