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Relato de Parto – Samanta

Categoria: Relatos de Parto HB |

Relato de parto que recebi depois de 4 meses que o bebezinho Arthur decidiu nascer… e que, apesar das circunstâncias especiais, foi recebido com muita tranquilidade e amor <3

 

Durante a gravidez, eu e o Leonardo (meu marido) procuramos nos informar sobre parto, assistimos vídeos, lemos livros e participamos de várias reuniões em grupos de gestantes… E a cada dia que passava nós tínhamos a certeza de que queríamos um parto humanizado, onde nossas escolhas seriam respeitadas e principalmente as decisões sobre o andamento do parto seriam tomadas com base em evidências científicas, sempre procurando o melhor para mim e para o meu filho… Foi um pouco difícil encontrar uma obstetra humanizada que fizesse o parto no hospital que o meu plano de saúde cobria, mas depois de um tempo eu finalmente encontrei e adorei a médica, Dra Andrea Campos.

Mais ou menos no meio da gestação chegamos a conclusão que queríamos um parto natural, sem nenhuma intervenção, sem ocitocina, sem anestesia, nada… No último trimestre conheci o HypnoBirthing, que mostrava pessoas não tinham dor durante o trabalho de parto, e para ser sincera pareceu uma técnica boa demais para ser verdade… Resolvemos fazer o curso de HypnoBirthing como uma ferramenta para atingir o nosso objetivo, o parto natural…

Três dias antes do início do curso a Dra Andrea, me informou que o hospital que a gente estava planejando fazer o parto tinha cancelado o cadastro dela, por questões burocráticas. Eu fiquei sem chão: eu estava com 33 semanas e 5 dias de gestação e meu plano cobria um hospital que a médica que me acompanhou  a gestação toda não podia mais trabalhar…

Chegou o fim de semana e nós fizemos o curso, intensivo. Foi bem intenso mesmo e muito bom… O curso e as técnicas do HypnoBirthing não poderiam nos surpreender mais! Não se trata apenas de uma técnica de relaxamento, é muito mais que isso! E saímos do curso muito mais confiantes nas nossas escolhas, mais confiantes na nossa capacidade de ter o parto natural que havíamos escolhido… ele mudou a forma como víamos a gestação e o parto e principalmente nos acalmou com relação ao nosso parto: nós passamos a nos sentir preparados inclusive para o parto domiciliar, como uma ótima alternativa ao fato da nossa médica não poder nos acompanhar no hospital conveniado. Quando começamos o curso estávamos bem inseguros e ao término, éramos outro casal… Depois de alguns dias, o hospital renovou o cadastro da minha obstetra e ficamos mais confortáveis com tudo, embora ainda pensando no parto domiciliar como uma boa opção para o nascimento do nosso bebê…

Não sei porque mas na minha cabeça o Arthur ia nascer com 40-41 semanas…  realmente é mais provável nascer nesse período, mas não foi o que aconteceu… Com 36 semanas e 4 dias, eu fui almoçar na casa da minha irmã,  e quando estava saindo da casa dela percebi a liberação da bolsa das águas (rompimento da bolsa)… fiquei meio na dúvida se isso tinha mesmo acontecido, então voltei para o trabalho, pois tinha um monte de coisas para encaminhar antes da minha saída. Enquanto eu passava as pendências para  o pessoal do trabalho, entrei em contato com a Lucia DeJu (minha doula) e com a Natalia Rea (obstetriz). Eu estava muito tranquila e serena, mas não posso dizer o mesmo do pessoal que trabalha comigo: todo mundo ficou desesperado quando eu falei que achava que a havia liberado a bolsa das águas. As pessoas não entendiam como eu podia estar tão tranquila, mas eu tinha certeza que esse era um dos resultados do HypnoBirthing… tentei entrar em contato com o Léo, mas o celular dele estava sem bateria (só caia na caixa postal); liguei no trabalho dele mas ele não estava na sala no momento,  então pedi para que avisassem que eu estava procurando-o,  e para ele me ligar assim que possível… A Dra Andrea,  me sugeriu fazer um exame para comprovar se eu havia liberado a bolsa das águas mesmo; liguei para a minha irmã e pedi para ela me encontrar no laboratório. O resultado confirmou o que eu suspeitava e finalmente consegui falar com o Léo e avisá-lo de que eu estava indo para a maternidade (nesse caso, o parto domiciliar não é mais viável mesmo)… Como eu teoricamente tinha mais um mês até o nascimento do Arthur, não tinha a mala da maternidade pronta e o Léo teve que passar em casa para arrumar as coisas e só depois ir me encontrar no hospital. Nós só pudemos praticar as técnicas do HypnoBirthing por duas semanas, mas mesmo assim utilizamos as técnicas durante todo o trabalho de parto. Um fator que nos ajudou muito foi que a nossa instrutora de HypnoBirthing (Lucia DeJu) também era a nossa doula 💕 e dessa forma, quando a gente esquecia de usar as técnicas, ela nos ajudava a retomá-las e tudo voltava aos trilhos novamente.

Desde o início o parto foi diferente do planejado, mas nós mantivemos nossa tranquilidade durante todo o processo! Essa tranquilidade e segurança nós conseguimos graças ao HypnoBirthing… Quando cheguei na maternidade no início da noite, eu estava com 1 cm de abertura do colo (dilatação), que ainda estava grosso; então a Dra Andrea decidiu induzir o parto com ocitocina sintética… primeiro chegou a Natalia, depois o Léo e depois a Lucia… O trabalho de parto foi evoluindo ao longo da noite e madrugada e as ondas vinham e iam… não posso dizer que elas eram indolores, mas eram surpreendentemente suportáveis, considerando a minha condição e a indução… eu lembro de ter chegado a 7cm de abertura mas fiquei um tempão com essa mesma abertura então a médica achou melhor acionar o restante da equipe preventivamente; de repente chegou um monte de gente de uma vez: a obstetra (que só não chegou antes porque ficou presa no elevador do prédio dela, enquanto tentava ir para o hospital),  uma médica auxiliar e o anestesista. A Dra Andrea recomendou analgesia, e sob o efeito dela realizou algumas manipulações no colo do meu útero; cheguei então a 9cm de abertura… mas o Arthur não avançou na descida, eu comecei a ter febre e os batimentos cardíacos do pequeno indicaram que o processo não estava legal para ele… Então foi necessário fazer uma cesariana… bem diferente do parto natural que tínhamos em mente, mas naquele momento nós tínhamos certeza de que aquela era a melhor opção para mim e para o meu filho, uma vez que fizemos o melhor que podíamos e confiávamos muito na equipe que nos acompanhava! Portanto, durante toda a cirurgia, também nos mantivemos calmos e tranquilos.

           Uma outra coisa interessante do uso das técnicas é que o Leonardo leu o Relaxamento do Arco-íris para mim nas duas semanas que tivemos após o curso e depois que o Arthur nasceu, ao ouvir a voz do pai ele sempre se acalmava, relaxava… e como na nossa primeira saída de carro o Arthur chorou muito no trajeto, nós colocamos a gravação do Relaxamento do Arco-íris (gravado pelo Léo) para ele ouvir e em pouco tempo o Arthur se acalmou e dormiu! Nós aprendemos no curso que o bebê pode associar a sensação de relaxamento que eu sentia ao praticar a técnica com a voz e a condução do Relaxamento e foi muito bom testar! Até hoje eu utilizo as técnicas de respiração do HypnoBirthing para o relaxamento… e sempre indico o curso para as mulheres (grávidas ou não)! Porque é possível ter um parto tranquilo e o HypnoBirthing me proporcionou isso.

Relato de parto escrito por uma mãe HypnoBirthing,

provando que esse momento pode ser tranquilo e gentil

independente de ser diferente do imaginado…

independente de ser uma cirurgia!

*E que praticar por 2 semanas já vale a pena!

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