BLOG

Respiração HypnoBirthing para a “Fase do Nascimento” – Por que usar?

Categoria: Conhecendo mais o método HB |

Os 3 diferentes tipos de respiração propostos pelo HypnoBirthing compõem uma das técnicas do método mais utilizadas e úteis para a maioria das mulheres que escolhem se preparar com o método… * Úteis porque ajudam a tornar o processo mais confortável, menos dolorido e livre lesão.

Uma das respirações propostas é beeem diferente do que a maioria das pessoas ouvem falar e imaginam que seja realmente útil: a respiração para o momento do nascimento. Entenda porque indicamos bem diferente…

Começando do começo… após a abertura total do colo do útero, inicia-se a “fase do nascimento”, conhecida aqui no Brasil como “período expulsivo”, quando a mulher começa a ter vontade de fazer força, ou seja, sente os famosos “puxos”. Nesta hora, é comum a mulher ser encorajada a fazer força e “ajudar” o seu corpo a empurrar o bebê para baixo. Isto é inclusive o que vemos nos filmes e séries de televisão… entretanto, segundo a literatura, fazer essa força (“esforço com a inspiração bloqueada”) envolve uma vantagem e algumas desvantagens:

A única vantagem citada por Blandine Calais-Germain, no livro “O Períneo Feminino e o Parto” é a eficácia da expulsão do bebê para fora do útero, “sobretudo quando existe urgência para garantir a vida do feto”.

As desvantagens do “esforço com a inspiração bloqueada”, segundo a mesma autora, são: ele pode ser muito forte e produzir uma compressão excessiva que propicia lasceração do períneo E/OU “pode provocar uma reação reflexa da musculatura pélvica que, brutalmente distendida, responde contraindo (em vez de distender para melhor alongar)”, resultando em deterioração muscular e maior dificuldade de apressar a descida do bebê (o que elimina a vantagem citada acima).

A Respiração do Parto orientada pelo HypnoBirthing para mulheres saudáveis e seus bebês saudáveis, envolve uma inspiração profunda e rápida e expiração lenta, direcionada para a parte posterior da garganta e para baixo, para a área vaginal. Por causa deste direcionamento, esta respiração também é conhecida como “Respiração para Baixo” ou “Respiração do ‘J’ inclinado”. Esta respiração é também tranquila e envolve movimentos suaves do diafragma, o que além de ajudar a relaxar os músculos pélvicos e do períneo (não envolve força ou tensão), ainda ajuda o bebê a percorrer o caminho do nascimento delicadamente, para uma coroação e nascimento suaves. A mecânica, vantagens e desvantagem relacionadas a este tipo de respiração (“esforço expiratório”) foram descritas no mesmo livro de Blandine, citadas abaixo:

“Se a mulher expirar, como se suspirasse, com pouca amplitude (mas que pode eventualmente durar um longo período), os pulmões sobem, levando o diafragma para cima… A expulsão é feita principalmente pelo músculo uterino, eventualmente auxiliado pela parte mais profunda e mais baixa dos abdominais”.

Desvantagem: não é muito eficaz em caso de atonia do útero ou urgência para salvar a vida do bebê; nestes casos, a ação conjunta do útero à dos músculos abdominais pode ser mais eficaz – Note que não se relaciona a uma situação normal de parto.

Vantagens: “Produz uma compressão muito mais progressiva sobre a musculatura do períneo, que permite que ele distenda melhor. A pressão uterina é direcionada mais finamente, pois está localizada mais próxima do bebê que a pressão abdomino-diafragmática, mais periférica. Portanto, vai dirigir-se melhor em direção à vagina e à parte anterior do períneom evitando eventual laceração do núcleo central”.

 

Viu só, é diferente mas muito eficaz e envolve menos riscos de lesão!! Vale a pena conhecer, praticar e usar!! 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *